Apesar de gastos milionários da PCR, agentes de combate a endemias usam macacões remendados

Por Noelia Brito 

Alvo de três Operações da Polícia Federal por suspeita de superfaturamento na compra de respiradores de porcos e Equipamentos de Proteção Individual para o combate à pandemia de Covid-19, a Prefeitura do Recife está sendo acusada por servidores que atuam no combate a endemias de não fornecer os EPIs ou de fornecê-los de baixa qualidade e com defeito.

Fotos que nos foram enviadas pelos denunciantes, cujas identidades são mantidas em sigilo, por motivos óbvios, mostram que os agentes de combate a endemias estão sendo obrigados a remendar os macacões que deveriam protegê-los de contaminações, em razão de seu não fornecimento em quantidades adequadas. Além disso, segundo os denunciantes, os demais equipamentos, como máscaras e luvas estariam sendo fornecidos, porém, são de baixa qualidade e com defeitos, o que os expõe a riscos de contaminação.

Agentes de combate a endemias estão sendo obrigados a remendar os macacões que deveriam protegê-los de contaminações.

As Operações da Polícia Federal apontaram que foram gastos apenas com a empresa Saúde Brasil, o valor de R$ 81 milhões para que essa empresa, de apenas R$ 100 mil de capital social, fornecesse EPIs e outros materiais médico-hospitalares para o combate à pandemia.

Impressiona, portanto, que sequer a Prefeitura do Recife venha fornecendo equipamentos adequados e suficientes a seus agentes de combate a endemias, o que inclui não só a Covid19, mas, também, as herboviroses,tais como dengue, zyka e chikugunha.

Com a palavra, a Prefeitura do Recife.

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