Belém lança projeto para erradicar analfabetismo com método freireano

No centenário de Paulo Freire, iniciativa da prefeitura busca alfabetizar 11 mil pessoas que nunca foram à escola

A Prefeitura de Belém iniciou um projeto para promover a alfabetização de toda a capital paraense. A iniciativa faz parte das celebrações do centenário do educador Paulo Freire, em 19 de setembro. O objetivo é alfabetizar mais de 11 mil pessoas que estão no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) que nunca frequentaram a escola.

Com a iniciativa, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), pretende que a cidade seja um território livre do analfabetismo. “Festejar Paulo Freire tem um significado importante. Ele conjugou o verbo ‘esperançar’ para dizer que nossos sonhos são realizáveis e que a educação é um instrumento fundamental para avançarmos rumo ao futuro de homens e mulheres felizes, livres e democraticamente organizados. E o combate ao analfabetismo, o direito à educação deve ser um compromisso de quem ama o Brasil. Quem conhece Paulo Freire, não tem como não amá-lo”, disse o prefeito Edmilson Rodrigues, no lançamento do Plano de Alfabetização de Belém, em fevereiro deste ano.

Segundo a prefeitura, o Plano de Alfabetização irá trabalhar “com duas metodologias: a primeira, Freireana, que utiliza o universo vocabular das pessoas e temas geradores, focados na realidade do indivíduo, com atividades de círculo de cultura e diálogos, para a formação política. A segunda corresponde ao método cubano chamado ‘Sim, posso’, que trabalha com recursos audiovisuais e círculos de cultura, os quais serão desenvolvidos, em especial, pelos movimentos sociais, mesclando com a filosofia freireana”.

“Alfabetizar é aprender a ler, escrever, a principal função da escolarização. Quando a gente encontra uma cidade com um grande número de pessoas não alfabetizadas, certamente temos uma cidade em que exclui as pessoas. Nesse tempo de pandemia, as que não conseguiram atingir ou buscar os auxílios emergenciais são aquelas que não sabem ler e escrever”, afirmou a secretária de Educação, Márcia Bittencourt.

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