Bolsonaristas querem anular lista tríplice para novo reitor enviada pela UFPE ao MEC

Foto: Divulgação
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Nesta segunda-feira (7), o coronel Meira, liderança da direita em Pernambuco que não se elegeu para deputado nas eleições passadas, entrou com um pedido de suspensão liminar da lista tríplice com nomes possíveis para reitor enviada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para o Ministério da Educação (MEC). De acordo com o ex-candidato, a alegação são suposta irregularidades no processo de escolha da lista.

A ação foi feita em conjunto com o o movimento universitário de direita “Docentes pela Liberdade”.

Caso ocorra a suspensão, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai precisar indicar um nome para ocupar o cargo de reitor de forma temporária até que outro processo de elaboração da lista tríplice seja feito.

“Entramos com uma representação contra o Ministério da Educação por conta de uma modificação no estatuto da UFPE feita em 19 outubro de 2018 que mudou as regras para a escolha da lista”, disse Renato Beviláqua, advogado de Meira.

Segundo o jurista, anteriormente havia um conselho especial eleitoral “isento”, que indicava os nomes para a lista. “Com a mudança, agora esse conselho é o conselho universitário onde o reitor e o vice-reitor têm acesso e que podem, inclusive, votarem neles mesmos”, continuou Beviláqua.

Consulta fraudada

Outro ponto de irregularidade, segundo o advogado, está na consulta prévia, feita com todos os membros da comunidade acadêmica, conhecida como “eleição para reitor”.

Os vencedores da disputa foram os professores Alfredo Gomes e Moacyr Cunha de Araújo Filho, da chapa “Mude UFPE”.

“Se inscreveram cinco nomes para essa eleição, mas apenas o primeiro colocado na consulta está na lista tríplice enviada ao MEC. O conselho escolheu dois nomes ‘laranjas’ para compor a lista”, afirmou Beviláqua.

De acordo com o documento elaborado por Beviláqua, Gustavo Albuquerque Filho e Paulo Fernandes Pinto, advogados de Meira, os outros nomes da “consulta prévia” que perderam a eleição sequer participaram das votações.

A ação na Justiça Federal também visa o MEC, que teria sido “conivente” com as supostas fraudes.

O Blog de Jamildo contactou a Universidade Federal de Pernambuco para que respondesse as alegações dos advogados. Assim que houver resposta esta matéria será ampliada.

Leia o documento dos advogados do grupo na íntegra.

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