Braço direito do prefeito do Recife comprou celular mais caro do mercado, mesmo afastado do cargo

Felipe Bittencourt é alvo da Operação Desumano, que investiga desvios na gestão de hospitais de campanha, e chegou a ser afastado do cargo por outra Operação da PF que apura pagamentos de mais de R$ 7 mi em EPIs nunca entregues.

Do Blog da Noelia Brito

O Diretor Executivo da Secretaria de Saúde, Felipe Bittencourt, disse que estava indo para Porto de Galinhas “surfar com os amigos”, no momento em que a Polícia Federal batia à sua porta. A PF estava cumprindo mandados no âmbito da Operação Desumano, que levou à prisão o empresário Paulo Magnus, dono da maior empresa de gestão hospitalar da América Latina, por suspeitas de desvios na gestão de um dos hospitais provisórios para o combate à pandemia.

Bittencourt chegou a ser afastado do cargo por determinação da Juíza da 36ª Vara Federal, no âmbito da Operação Bal Malqué, que investiga pagamentos de mais de R$ 7 milhões por equipamentos de proteção individual que não teriam sido entregues pelos fornecedores, pagamentos realizados justamente por ele.

Os pagamentos ao Instituto Humanize, apontado pela PF, como empresa de fachada e que estaria em nome de “laranjas” do empresário Paulo Magnus, também haviam sido autorizados por Bittencourt, que por essa razão voltou a ser alvo de Operação da PF, por suspeita de desvios de verbas do combate à pandemia.

Bittencourt chegou a ser afastado do cargo por determinação da Juíza da 36ª Vara Federal, no âmbito da Operação Bal Malqué.

Um fato curioso é que o rapaz, que é tido no meio político como uma espécie de braço direito do prefeito Geraldo Julio, embora afastado do cargo comissionado, adquiriu um celular Iphone 11, segundo a PF, “o mais caros do mercado”, para substituir o aparelho que fora apreendido pela Polícia Federal, nas buscas da Operação Bal Masqué. Bittencourt, que mora em um flat em um dos bairros mais nobres do Recife e que planeja comprar um veículo de luxo de mais de R$ 100 mil, recebe salário líquido de pouco mais de R$ 9 mil, segundo o Portal da Transparência da Prefeitura do Recife.

Os gastos do braço direito do Prefeito chamaram a atenção da Polícia Federal: “Em razão de o endereço residencial do investigado já ter sido alvo de operação policial anterior, não se encontraram muitos documentos que pudessem confirmar ou infirmar a hipótese investigativa, mas causa estranheza – diante do seu afastamento do cargo que ocupava na Prefeitura e das consideráveis despesas com honorários advocatícios – que tenha adquirido o aparelho smartphone mais caro do mercado e esteja avaliando a compra de um veículo de luxo (valor aproximado de R$ 100.000,00).”

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