Cadáver é enterrado por outra família após ser trocado em hospital do interior de Pernambuco

Famílias não fizeram reconhecimento dos corpos por ambos os mortos terem tido sintomas de Covid-19

Ao fim da cerimônia de despedida em Angelim, os parentes foram informados de que o corpo do familiar ainda estava no necrotério.
Foto: reprodução/Google Street View

Os corpos de dois homens de famílias diferentes foram trocados no Hospital Dom Moura, em Garanhuns, no interior de Pernambuco, nesta quinta-feira (21), de acordo com o portal G1. Um deles era do município de Saloá; o outro, de Angelim.

A família de Gilberto Antônio da Silva, de 59 anos afirma que ele estava internado com sintomas gripais em um hospital de Saloá, onde morava, desde o início de janeiro. No entanto, ele foi transferido para o Hospital Dom Moura, em Garanhuns no último sábado (16), morrendo na unidade. Os parentes ressaltam que não foram autorizados a fazer reconhecimento do corpo em razão dos sintomas serem de Covid-19.

Em Angelim, a família de José Sátiro, de 76 anos, passou pelo mesmo: não pôde reconhecer o corpo devido ao paciente ter apresentado sintomas da infecção, causada pelo novo coronavírus. A filha do idoso disse até ter desconfiado de que o corpo não era do pai dado o peso do caixão, mas seguiu com o sepultamento.

Quando a funerária chegou ao hospital, os funcionários da unidade informaram que o corpo de Gilberto não havia sido encontrado, e a família recebeu a notícia de que o corpo já estava enterrado em outra cidade. Ao fim da cerimônia de despedida em Angelim, a família foi informada de que o corpo de Sátiro ainda permanecia no necrotério.

O cadáver de Gilberto Antônio passará por uma exumação depois de autorização judicial. Já José Sátiro ainda está para ser enterrado — o jazigo, antes, terá de ser desocupado. Um Boletim de Ocorrência (BO) sobre o caso será registrado na Delegacia da Polícia Civil de Garanhuns.

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