Caso Aldeia: Filho diz que mãe é indigna de receber herança

Jussara confessou ter matado o marido Dernison

Jussara confessou ter matado o marido DernisonFoto: Rafael Furtado

Jussara Rodrigues, acusada de matar o próprio marido, o cardiologista Denirson Paes, passou a responder um novo processo, desta vez cível, movido pelo filho mais novo do casal, Daniel Paes, de 20 anos. Ele é o único inventarista e pediu à justiça para que ela seja considerada indigna, perdendo o direito de acesso aos bens deixados pelo médico. Danilo Paes, de 23 anos, filho mais velho do casal e acusado de participação no crime, também pode perder o direito à herança, e responde ao mesmo processo que a mãe. Os dois já foram intimados a depor.

Até o fim do processo criminal, os bens deixados pelo médico, como carros, apartamentos e a casa no condomínio de luxo em Aldeia onde aconteceu o assassinato e ocultação do cadáver, não podem ser vendidos. Isso porque para serem considerados indignos, Jussara e Danilo primeiro devem ser condenados na esfera criminal. Daniel Paes, por enquanto, tem direto a pensão por morte, por ainda ser estudante universitário e menor de 21 anos. A advogada que representar Daniel na ação civil disse que não vai se pronunciar sobre o caso a pedido do cliente.

Carlos André Dantas, advogado contratado pela família de Denirson para auxiliar o Ministério Público de Pernambuco na acusação criminal, acredita que o processo seja desmembrado e Jussara vá primeiro a julgamento. No início de fevereiro, Marília Falcone, juíza da Primeira Vara Criminal da Comarca de Camaragibe, entendeu, após as audiências de instrução ocorridas em dezembro, que os indícios do inquérito policial eram suficientes para que eles sejam submetidos a júri popular. “Do jeito que está, tudo indica que Jussara seja julgada primeiro. Porque têm alguns recursos pendentes para Danilo. Tem o que eu pedi para que ele volte a aguardar julgamento preso, e tem o que o advogado de defesa pediu para que ele não seja levado a júri popular”, explicou.

A juíza determinou a liberdade provisória de Danilo Paes a partir do pagamento de fiança, no valor de R$ 5 mil, cinco meses depois de ter sido preso, no dia 21 de dezembro de 2018. Jussara segue, desde o dia 05 de julho, na Colônia Penal Feminina Bom Pastor. O cadáver do médico foi encontrado no dia 4 de julho dentro de uma cacimba na casa onde morava. O desaparecimento do médico vinha sendo investigado desde o dia 20 de junho, quando Jussara prestou queixa de desaparecimento após pressão da família. De acordo com o inquérito policial, Denirson foi assassinado no dia 31 de maio.

Fonte: FolhaPE

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