Cientistas desenvolvem método não invasivo para avaliar artérias coronárias

Imagem: Pixabay
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Pesquisadores desenvolveram um método não invasivo para avaliar as artérias de um paciente, detectar inflamações e, possivelmente, evitar doenças cardíacas antes que estas sejam graves demais para serem tratadas.As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre homens e mulheres nos Estados Unidos, e a cada ano cerca de 750.000 americanos sofrem um ataque do coração. Durante décadas, os médicos recorreram a tomografias e angiogramas para detectar doenças de artérias coronárias, onde os ataquem cardíacos têm origem.

Estes exames se concentram em encontrar vasos que se tornaram mais estreitos devido ao colesterol ou outra substância, restringindo o fluxo de sangue para o coração. Mas estão longe de ser perfeitos, e muitas vezes encontram o problema quando a condição do paciente já é muito grave. Além disso, o estreitamento das artérias nem sempre é um sinal de um ataque cardíaco iminente.

Na verdade, a inflamação é a principal responsável pelos bloqueios nas artérias que causam os ataques do coração, explicou o pesquisador Keith Channon, professor de medicina cardiovascular na Universidade de Oxford. “Até agora, não havia nenhuma maneira de detectar uma inflamação nas artérias coronárias”, disse Channon a repórteres em uma conferência antes da publicação do estudo na revista Science Translational Medicine.

O novo método funciona analisando mudanças no tecido adiposo que envolve as artérias, conhecido como gordura perivascular. Esta se torna mais líquida e menos gordurosa quando está perto de uma artéria inflamada, explicaram. Utilizando uma medida chamada Índice de Atenuação da Gordura (FAI), os pesquisadores encontraram sinais de inflamação de artérias em tomografias existentes.

Também descobriram ser possível rastrear mudanças na gordura perivascular através do tempo, permitindo aos médicos detectarem sinais precoces que poderiam prevenir acidentes cardiovasculares. No entanto, ainda são necessários estudos mais amplos para assegurar a eficácia deste novo método em prever futuros ataques cardíacos e salvar vidas.

Os resultados finais deste estudo serão publicados no final do ano, segundo os pesquisadores.

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