Ciro não renuncia ao estilo “bateu, levou”

Ciro não renuncia ao estilo “bateu, levou”

Esperava-se do ex-ministro Ciro Gomes, terceiro colocado na eleição presidencial, que desse uma trégua de pelo menos seis meses ao presidente Jair Bolsonaro antes de começar a fazer-lhe oposição. Mas fiel ao seu estilo “pavio curto, língua solta e bateu levou”, não esperou sequer o carnaval chegar a já começou a fazer-lhe críticas. Previu, inicialmente, que no prazo de seis meses o “capital político” do presidente se esvairá, dizendo que ele está “refém” do ministro da Economia, Paulo Guedes, que teria uma “visão equivocada” dos problemas do país. Depois, anteviu a queda ainda este ano do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, por suposto despreparo para o exercício do cargo.

E por último reservou suas críticas mais pesadas para dois deputados recém eleitos pelo DEM de São Paulo, com apoio do Movimento Brasil Livre – Kim Kataguiri (federal) e Arthur do Val (estadual). Eles postaram um vídeo na internet dizendo que a onda de violência que ora penaliza o Ceará seria uma “manobra” do governador Camilo Santana (PT) para desgastar o governo Bolsonaro. Ciro ficou furioso com esta infeliz e idiota avaliação e partiu para cima de ambos feito uma fera. Chamou o MBL de “organização criminosa” e os dois parlamentares de “irresponsáveis”, “canalhas” e “politiqueiros imundos”, que estariam entrando na política “para fazer o mal, mesmo que a vítima seja toda a população cearense”.

Ex-ministro chama deputados eleitos por São Paulo de canalhas e politiqueiros imundos.

(Inaldo Sampaio)

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