Ciro volta de nunca saiu: a direita contaminada e destruidora da classe trabalhadora

Ciro Gomes

O ex-ministro e presidenciável do PDT, Ciro Gomes, reforçou nesta sexta-feira (4) seu posicionamento alinhado à direita, dois anos depois de sabotar as possibilidades de vitória do petista Fernando Haddad contra Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018, preferindo não apoiar o PT e viajar para Paris.

Em entrevista ao jornalista Guilherme Amado, da Época, Ciro disse que prefere uma aliança com partidos de direita, como o PSDB, do que integrar uma frente de esquerda com o PT. “Sim, eu acho [mais viável uma aliança com o PSDB do que com o PT]. O PSDB vai passar por um processo interno, que já está acontecendo, é muito silencioso, mas é uma disputa de hegemonia interna. Nas últimas declarações do Fernando Henrique, você percebe que ele está nesse projeto do Luciano Huck. O Tasso Jereissati não tem nenhum entusiasmo pelo Doria, o governador do Rio Grande do Sul também não, o Anastasia saiu do PSDB por causa disso e está no PSD”, afirmou Ciro, mantendo esperança de ter o apoio dos tucanos em seu projeto presidencial.

Também na entrevista, Ciro Gomes voltou a atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que Lula faz um jogo político “cretino” e sinalizando que irá enganar o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

“Já disse a ele: ‘Olha, essa enganação aí, já passei por ela quatro vezes’. O Lula chorando na presença de várias pessoas dizendo que devia tudo a mim, que eu tinha sido o cara mais leal do mundo e que naturalmente eu era o candidato. Falei: ‘Lula, você não tem condição de cumprir essa promessa, não precisa ficar dizendo isso, não. Estou fazendo pelas minhas convicções, pelo Brasil. Mas você não entrega essa promessa porque fora do PT não existe mundo para você’. Mas não é isso. O jogo do Lula é mais cretino, é filiar o Flávio Dino ao PSB para me tirar o PSB”, declarou o pedetista.

Em balanço sobre as eleições municipais, Flávio Dino disse que há “exagero” na avaliação sobre o desempenho do PT nas eleições municipais, e defendeu o ex-presidente Lula. “É claro que você não pode achar que vai construir uma aliança vitoriosa em 2022 sem o PT”, afirmou.

 

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