Colcha de retalho: PSB terá pelo menos três alas na eleição presidencial

 

Uma parte do PSB deve marchar com Ciro, outro com Alckmin e um terceiro com o PT

Depois que o ex-ministro Joaquim Barbosa recusou o convite do PSB para ser candidato a presidente da República, não há mais perspectiva de o partido marchar unido na próxima eleição presidencial. O próprio presidente Carlos Siqueira declarou que sem o ex-ministro do STF na disputa resta ao PSB duas alternativas: celebrar uma aliança com outro partido de centro-esquerda que tenha candidato ao Planalto, ou liberar seus diretórios nos estados para apoiar quem bem entender. Ele descarta por completo o lançamento de outro candidato como gostariam o deputado pernambucano Felipe Carreras e o ex-deputado gaúcho Beto Albuquerque, até por falta de alternativas.

Sua inclinação é por uma aliança com o PDT do ex-ministro Ciro Gomes, que já pertenceu ao partido, posição que também é defendida pelos deputados Danilo Cabral e Tadeu Alencar, os dois principais órfãos do fracassado projeto “joaquinzista”. Siqueira estreitou suas relações nos últimos dois anos com o novo governador de São Paulo, Márcio França, filiado ao PSB mas muito próximo dos tucanos, porém descarta apoio ao pré-candidato Geraldo Alckmin, que não consegue empolgar os brasileiros nem crescer nas pesquisas de opinião. Por isso haverá vários “Pê-ésse-bês” nas próximas eleições: um pedaço com Alckmin, um pedaço com Ciro e um terceiro com o candidato que o PT indicar.

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