Comando do Ministério da Integração interessa a PT e PMDB

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Com um orçamento de mais de R$ 5 bilhões e agregados importantes — como o Banco do Nordeste, a Sudene, a Sudam, a Sudeco, o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) —, o Ministério da Integração Nacional desperta o interesse dos dois principais partidos da base: o PT e o PMDB. Mas, para não despertar a ira da presidente Dilma Rousseff, as siglas preferem manter silêncio estratégico.

Na carta entregue à presidente Dilma Rousseff, entretanto, o presidente do PSB, Eduardo Campos, cita o comando apenas dos dois ministérios (Integração Nacional e Portos) e da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Os demais cargos, mesmo aqueles subordinados à Integração Nacional, já seriam dirigidos por outros partidos da base, principalmente o PT.A Secretaria dos Portos, que também era comandada pelo PSB, tem orçamento de R$ 1 bilhão e, além de três secretarias, tem sob sua égide sete companhias docas.

No inicio da semana, Dilma negou a disposição de fazer uma reforma ministerial. Ela tem adiado justamente para não abrir uma guerra na base pelos ministérios.

Debate precipitado

No segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministério da Integração Nacional foi comandado pelo ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). No primeiro mandato, o titular foi Ciro Gomes (PSB). Historicamente, a pasta tem sido ocupada por um nordestino porque grande parte de suas ações está voltada para aquela região.

O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), disse que seu partido não discutiu a sucessão e é preciso esperar uma decisão da presidente. Oliveira afirmou que, na semana passada, a legenda decidiu que, se o PSB desocupasse mesmo a pasta, não faria pressão para indicar ninguém.

Porém, para o líder, se o partido chegar à conclusão de que pode apresentar nomes para a escolha da presidente, caberia aos senadores de primeiro mandato apontar sugestões. Oliveira, que é um dos que estão em primeiro mandato no Senado, disse que o partido indicou Garibaldi Alves Filho (RN) e Edison Lobão para os ministérios da Previdência Social e de Minas e Energia, respectivamente. Mas os novatos não apontaram ninguém.

No PT, a estratégia é a mesma: esperar o turbilhão passar para depois debater o assunto. O líder do partido no Senado, Wellington Dias (PI), disse que a presidente Dilma precisa de tempo.

— Não estamos discutindo isso ainda. Vamos esperar e ouvir também o presidente do partido, Rui Falcão — afirmou ele.

Humberto Costa (PT-PE) também acha apressado debater a sucessão no ministério e também na Secretaria dos Portos. Embora considere que são pastas importantes, para ele é cedo para falar em nomes. (O Globo)

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