Delegado pede prisão temporária de mãe e padrastro de menino desaparecido

Polícia detectou contradições no depoimento dos dois sobre o sumiço de Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

A mãe e o padrasto de Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, que desapareceu de casa na madrugada desta terça-feira, na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, tiveram a prisão temporária pedida pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro, que investiga o caso. O delegado apontou contradições, sem especificá-las, no depoimento do casal e pediu a prisão para impedir que os dois atrapalhem as investigações. Até o início da noite de quarta-feira a Justiça não havia decidido se aceita ou não o pedido.

O padrasto, Guilherme Raimo Longo, disse em depoimento à polícia que colocou o menino para dormir na noite de segunda-feira, por volta da meia-noite, antes de sair de casa para comprar drogas. A porta da casa teria ficado aberta durante toda a madrugada. Na terça-feira pela manhã, a mãe, Natália Mingone Ponte, foi acordar o menino para lhe aplicar uma dose de insulina, mas ele já não estava mais na cama.

Desde o sumiço, bombeiros, parentes, vizinhos e policiais civis e militares têm se empenhado nas buscas, com apoio de um helicóptero e cães farejadores. Um dos animais farejou, na tarde desta quarta-feira, rastros tanto do padrasto como do menino ao longo de um trajeto de 200 metros entre a casa da família, no Jardim Independência, e o córrego do Tanquinho. Bombeiros percorreram várias vezes o curso d’água, mas nada encontraram.

Antes de desaparecer, o menino vestia uma calça de pijama listrada e uma camiseta branca. Segundo a mãe, ele precisa tomar insulina várias vezes ao dia, o que aumenta a ansiedade da família pelo reencontro.

O pai biológico do garoto, Arthur Paes, mora em São Paulo e está em Ribeirão Preto à procura do filho. Ele diz que o menino nunca reclamou da mãe e do padrasto e não acredita na culpa deles.

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