Deputados baianos admitem coerência de pesquisa que reprova trabalho do Congresso

[Deputados baianos admitem coerência de pesquisa que reprova trabalho do Congresso]

A maior parte da população brasileira rejeita o trabalho do Congresso Nacional. De acordo com pesquisa do Datafolha realizada nos dias 29 e 30 de novembro, 60% dos brasileiros consideram ruim ou péssimo o desempenho dos atuais 513 deputados federais e 81 senadores.

Para o deputado baiano, Daniel Almeida (PCdoB), o processo do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) é um dos responsáveis pelo número. “A rejeição é geral da política e o Congresso está dentro disso. Eles foram os condutores do impeachment, os que liberaram Temer da investigação. A sensação da população é de revolta. O grande desafio para a próxima eleição é que haja uma separação desses políticos daqueles que realmente trabalharam”, afirmou.

Outro que endossou o posicionamento relatado pelo Datafolha foi o deputado do PSDB, João Gualberto. “A população tem razão pra isso. A corrupção, a falta de coerência, os gastos exagerados, a corrupção é o principal para esse desgaste. A reforma da Previdência é outra que pesa, o Temer está apostando que fica essa reforma, que ele sabe que não vai ser aprovada, que ele não vai colocar pra votação, ele está sendo fantasioso”.

Gualberto apostou ainda que os números da pesquisa são uma prévia das eleições de 2018. “Vai impactar a pesquisa, as investigações do Ministério Público, vai impactar o ranking dos políticos, deputado ficha suja, que foi citado em Lava Jato, que está envolvido em corrupção, principalmente em corrupção, eles vão estar em situação complicada”, pontuou.

Do outro lado da moeda, o deputado do DEM, José Carlos Aleluia, acredita na aprovação da reforma da Previdência como o peso responsável por voltar a equilibrar a balança de popularidade dos parlamentares. “Eu acho que se os deputados votarem a favor vão melhorar a imagem deles. Eles vão votar contra essa história dos pobres estarem pagando para o conforto dos mais ricos”.

Aleluia negou ainda que a pesquisa seja um indicativo de mudança significativa no quadro da Câmara. “É uma mudança, mas não significativa. É até bom que haja uma renovação. Mas é sempre a renovação tradicional, não vejo nada de excepcional”.

A série de pesquisas do Datafolha sobre o desempenho dos congressistas, iniciada em 1993, permite dizer que a atual legislatura é, na média, a mais mal avaliada de que se tem registro.

A única vez que o Congresso teve um nível de rejeição tão alto foi em 1993, último ano da hiperinflação e data do estouro do escândalo dos Anões do Orçamento, grupo de congressistas acusados de desviar recursos públicos para os próprios bolsos. Ainda assim, naquela época, a rejeição chegava a apenas 56% da população.

Desde 1993, quando o levantamento foi iniciado, a única vez em que o Datafolha apontou uma avaliação positiva superior à margem de reprovação foi em dezembro de 2003, primeiro ano da primeira gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto (2003-2010).

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