Dino: Coronavírus e bolsonarismo são as duas doenças que desafiam o Brasil hoje

Governador do Maranhão afirma que o ideal é que Bolsonaro termine seu mandato, mas que o país e as instituições “têm seus limites”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse em entrevista ao jornalista Leonardo Sakamoto, do UOL, que o “negacionismo” do presidente Jair Bolsonaro frente ao avanço do coronavírus tem dificultado o enfrentamento da doença nos estados. Para Dino, tanto o coronavírus quanto o bolsonarismo são doenças que o país tem enfrentado.

“Meu diagnóstico é que o Brasil se defronta com duas patologias, duas doenças. Uma, no sentido estrito da palavra, que são as síndromes derivadas do coronavírus. A outra doença é uma patologia política que atende pelo nome de bolsonarismo ou Bolsonaro. Temos que cuidar de uma de cada vez. Agora, nosso foco é derrotar o coronavírus”, disse o governador.

Para Dino, no entanto, o ideal é que o presidente termine seu mandato, mas não descarta a possibilidade de impeachment. “Gostaria que ele terminasse seu mandato e que, em 2022, disputássemos normalmente a eleição presidencial para derrotá-lo. Mas o país também tem um nível do que pode suportar. As instituições têm seus limites. Esse estresse institucional e social a que o Brasil está submetido talvez seja inaceitável”, disse.

Dino também criticou quem, assim como o presidente, tem defendido o fim do isolamento domiciliar durante a pandemia – o que contraria as orientações das principais autoridades de saúde do país e do mundo, como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Só há duas posições: quem defende, neste momento, medidas preventivas e quem, como o próprio Bolsonaro, acha normal que alguns morram. Eu quero ver ele dizer isso às famílias das vítimas”, afirmou.

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