Em sintonia, PCdoB e PSB discutem formação de frente ampla

Lideranças do PSB e PCdoB se reuniram, ontem, em Brasília, para avaliar o cenário político nacional e traçar estratégias para o enfrentamento ao Governo Bolsonaro. As legendas têm como objetivo em comum o fortalecimento de uma ampla frente política de oposição para as eleições de 2022.

De passagem pela Capital Federal, o prefeito do Recife, João Campos, participou das conversas. O socialista vem assumindo um papel estratégico nas movimentações nacionais do partido, buscando construir pontes com lideranças de vários setores da sociedade. Além do gestor recifense, estiveram presentes o o deputado federal Milton Coelho (PSB), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, e os ex-governadores Márcio França e Rodrigo Rollemberg. Pelo PCdoB, marcaram presença a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, o deputado federal Renildo Calheiros e o governador do Maranhão, Flávio Dino. Recentemente, os partidos reabriram as discussões sobre uma fusão entre a sigla socialista e o PCdoB.

A tese é de que a articulação poderia ajudar na construção de uma alternativa para 2022. Também seria uma solução para o PCdoB escapar da cláusula de barreira. No entanto, a avaliação é de que as conversas só vão avançar após o fim dos trabalhos da Comissão Eleitoral da Câmara, que poderá mexer no sistema partidário. “Até lá, tudo é flerte”, sapeca um socialista. Ao ser questionado se a fusão foi assunto da conversa, o presidente do PSB garantiu que o tema não entrou no debate.

Alinhado com o Planalto
Novo vice-líder do Governo Federal, o deputado André Ferreira (PSC) deve se reunir com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, General Ramos, na próxima semana. Será a primeira reunião para alinhar as diretrizes da sua atuação no posto.

COLEGAS > O prefeito do Recife, João Campos, se reúne com a bancada do PSB na manhã de hoje para articular a destinação de recursos do orçamento da União para o Recife.

LINHA SUCESSÓRIA > A especulação de que o governador Paulo Câmara (PSB) vai se desincompatibilizar do cargo para a eleição de 2022 abriu uma icógnita no Palácio das Princesas. Isso porque quem senta na cadeira de chefe do Executivo seis meses antes da eleição não pode disputar um cargo proporcional. Na linha de sucessão, o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, é um dos quadros que não tem a menor pretensão de assumir o posto em 2022. Com sua base fortalecida, ele é candidatíssimo à reeleição para deputado estadual.

CONVOCAÇÃO > Na presidência da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Humberto Costa (PT) vai cobrar a participação do Legislativo na revisão da Política Nacional de Direitos Humanos, proposta pela ministra Damares Alves. Uma das iniciativas do parlamentar pode ser a convocação de representantes do Ministério para prestar esclarecimentos sobre as mudanças.

Próximo destino > Em recente conversa com Humberto Costa, o presidenciável Fernando Haddad (PT) manifestou a vontade de incluir Pernambuco no roteiro de visitas que promoverá pelo País nos próximos meses. A expectativa é de que o Estado seja um dos primeiros incluídos na agenda do petista.

INFORME > A títular desta coluna Renata Bezerra de Melo está afastada das suas atividades profissionais após ser diagnosticada com Covid-19. A jornalista está bem e cumpre isolamento social. Neste período, responderei por este espaço.

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