Enquanto médicos estrangeiros enfrentam preconceito e dificuldade, em Uauá abandonam o serviço

O Governo Federal foi obrigado a atender os reclames da maioria da população país quando decidiu contratar médicos estrangeiros para trabalharem no país. As deficiências constatadas no setor foram as mais variadas a exemplo de profissionais ganharem altos salários sem trabalhar, outros trabalhando de mal humor atendendo pacientes aos gritos, profissionais explorando prefeituras cobrando valores a cima do salário do presidente da república para trabalhar dois dias na semana. Em fim, o corporatismo e a vaidade da maioria desses profissionais colocou a população a favor da decisão da Presidente Dilma Roussef.

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No município de Uauá, Bahia, a administração municipal conseguiu, com muita dificuldade, alguns médicos para trabalharem no PSF e no Hospital Municipal.  Inesperadamente, o prefeito, Olimpio Cardoso (PDT) foi surpreendido com denuncias de populares referente ao tratamento oferecidos pelos profissionais. Preocupado, o Prefeito decidiu chamar a atenção. Por sua vez, no dia 18 de setembro, todos os cinco profissionais decidiram apresentar o pedido de demissão deixando o município totalmente abandonado. De imediato, o Prefeito foi obrigado a baixar decreto de emergência na saúde. “Enquanto os estrangeiros querem trabalhar os daqui fazem esse tipo de coisa. Eles colocam a vida da população em risco sem medir as conseqüências. Se esse povo pensa que vai transformar a administração em refém da insanidade, como fez com o Governo Federal ao longo desses anos, está enganado. Ainda bem que o Congresso Nacional já votou projeto que tira os poderes, em parte, do Conselho Nacional de Saúde que só servia para alimentar esse tipo de coisa. Não só nós de Uauá, como de todo o país, esperamos que o Governo Federal endureça mais ainda suas ações contra esse tipo comportamento que vem infelicitando a vida de milhões de pessoas no país”, desabafa o procurador Helder Cardoso.

A reportagem do Ação Popular (AP) manteve contato com o secretário de saúde, Horácio Rapadura que fez o seguinte esclarecimento: “A situação já foi contornada com quase todas as vagas preenchidas. É lamentável uma região carente de médicos passar por momentos difíceis como esse”, concluiu.

Em outros municípios da região, médicos tem colocado a ‘corda no pescoço’ de prefeitos exigindo condições a cima dos limites para exercerem suas funções. Recentemente, alguns profissionais pediram demissão do Hospital da Caraíba Metais (pertencente ao município de Jaguarari, mas administrado pela Empresa Caraíba) por alegarem estrada perigosa mesmo sendo asfaltada, morando em Petrolina e com o transporte a disposição.

Nos municípios de Sento Sé, Pilão Arcado, Campo Alegre de Lourdes e Curaçá, os gestores tem enfrentado problemas sérios para conseguir um profissional. “Se esse povo não quer trabalhar que dê o lugar para quem queira. Mas eles só fazem isso porque tem um Conselho que defende essa irresponsabilidade, hoje é melhor o parente de uma vitima ir direto a delegacia do que fazer a denuncia no órgão. Tem pessoas que perdem a cabeça e querem fazer justiça com as própria mãos”, relata o funcionário público, José de Anchieta.

A reportagem tentou contato com a representação do Conselho em Juazeiro e não conseguiu.

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