“Estado é laico, mas as pessoas não”, diz Aras ao defender cultos presenciais

No julgamento sobre a liberação de cultos religiosos presenciais durante a pandemia, o procurador-geral defendeu que a fé “também salva vidas”

Augusto Aras
Augusto Aras (Foto: Antonio Augusto/Secom/PGR)

Durante o julgamento sobre a liberação de cultos religiosos presenciais durante a pandemia, o procurador-geral da República Augusto Aras defendeu que a fé “também salva vidas” e que “o Estado é laico, mas as pessoas não são”.

“As pessoas têm o direito de professar sua fé. Direitos e garantias são postos em defesa do cidadão contra o Estado e não em favor do Estado contra cidadãos. A ciência salva vidas, a fé também. Fé e razão, que estão em lados opostos no combate à pandemia, aqui nesse debate, caminham lado a lado em defesa da vida e da dignidade humana, abrangendo a saúde física, mental e espiritual”, afirmou.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira (7) a ação que trata da liberação de missas e cultos presenciais durante a pandemia. Julgamento acontece menos de uma semana depois do ministro da Corte Kassio Nunes Marques autorizar, de forma monocrática, a realização dos atos religiosos com a presença de fiéis. A TV 247 está transmitindo ao vivo a sessão.

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