Feira: Em cenário equilibrado, candidatos tentam crescer a menos de 2 meses da eleição

[Feira: Em cenário equilibrado, candidatos tentam crescer a menos de 2 meses da eleição]

Apesar da habitual resistência dos candidatos em depositar confiança nas pesquisas eleitorais, os últimos levantamentos do cenário em Feira de Santana, que apresentaram cenários distintos, evidenciam somente que a disputa será equilibrada e definida no segundo turno.

Na luta pela reeleição, o demista caminha para o pleito em uma coligação que reúne 10 partidos, com a possibilidade ainda de ter ao seu lado o PTB, do ex-deputado Benito Gama, que desistiu de tentar tomar a liderança do partido na região. Com a ruptura de Roberto Jefferson, presidente nacional do partido, com o DEM, presidido por ACM Neto, resta a Colbert o apoio informal da sigla, costurado localmente.

“Talvez a gente até amplie para 11, é possível, aproveitando um momento de representação democrática no país. Isso reflete a importância que Feira tem, a minha impressão é que o PTB ainda vai agregar”, disse confiante Colbert ao BNews

Zé Neto, que na pesquisa publicada pelo Jornal A Tarde no último dia 10 aparece à frente de Colbert, acredita que o principal sentimento emanado nas ruas e percebido por sua equipe de campanha é o “desejo de mudança”.

Em meio à expectativa do resultado das eleições municipais no país, vista como um termômetro da popularidade e sucesso de Jair Bolsonaro como cabo eleitoral – apesar da prometida ausência no primeiro turno – Zé Neto enxerga  menor influência das articulações nacionais na cidade.

Ele reitera que a única figura capaz de transferir o seu carisma e potencialmente convertê-lo em votos para um candidato, é o ex-presidente Lula, especialmente ao se tratar do Nordeste.

“Eu acho que vai ter uma influência menor esse contexto federal. Se tiver influência maior de alguém nesse processo político do país, ainda é Lula. Em Feira, vemos dessa forma”, destaca Zé Neto, que também se agarra à força do governador Rui Costa (PT) e do senador Jaques Wagner (PT).

Antiga apoiadora bolsonarista e atual desafeto do clã Bolsonaro, a deputada federal Dayane Pimentel tenta ainda emergir como a representante do eleitorado conservador em Feira de Santana, que segundo ela, não está contemplado na figura de Colbert Martins.

“Aqui não existe essa polarização explícita”, disse ao BNews, alegando falta deu um posicionamento ideológico claro do atual prefeito, diferentemente das candidaturas de Zé Neto (PT) e Carlos Geílson (Podemos), da base governista e assumidamente “de esquerda”.

“Das pesquisas internas que temos visto, aqui não existe essa polarização bem explícita. Temos dois primeiros candidatos na frente, Zé Neto e Colbert. Sabemos que Zé Neto tem essa questão ideológica forte, de esquerda, mas a gente não consegue vislumbrar isso em Colbert Martins. A gente entende que vem do grupo de Zé Ronaldo, mas não vê nas pautas dele essa marcação ideológica […] essa polarização se daria se fosse Zé Neto e Daiane nos primeiros lugares”, admite a candidata do PSL, que garante confiar em uma guinada há menos de dois meses da eleição.

Dayane, que teve a cabeça no PSL pedida por Jair Bolsonaro, seguirá para a briga em uma chapa “puro-sangue” com Sérgio Passos (PSL). A falta de outra sigla na coligação, segundo a deputada, se deve por dois fatores: primeiro, a falta de estrutura para oferecer, e a recusa em participar de negociatas. “A gente não barganha desta forma”, dispara.

Carlos Geílson (Podemos) que surge ligeiramente à frente de Dayane nas pesquisas de intenções de voto,  diz que a diferença apresentada nos cenários eleitorais descredibiliza, no geral, todas os levantamentos.

Em conversa com o BNews, o ex-deputado fez elogios ao seu vice na chapa, Deibson Cavalcante (Cidadania).

Servidor público da Universidade Estadual de Feira de Santana, o administrador é natural de Juazeiro mas tem uma trajetória no município. Ele foi indicado pelo deputado Targino Machado (DEM), que rompeu com Zé Ronaldo (DEM), e é visto como um homem de “confiança” do parlamentar.

Correndo por fora, sem coligação formada, Carlos Medeiros é a posta do Partido Novo na segunda maior cidade do estado. A sua vice é Louise Novais.

Do lado conservador, José de Arimateira (Republicanos) concorre pela coligação “Para Feira Ficar 10”, formada junto com o Democracia Cristã, que abriga o vice Paulo Tarso.

A eleição municipal conta ainda com os postulantes Marcela Brest/Phil Bala (PSOL), Orlando Andrade/Eber Amaral (PCO), Rei Nelsinho/Breno Lima (PRTB) e Roberto Tourinho/Ângelo Almeida (PSB).

Fonte: Bocão News

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