Fez-se a Luz e o NE Cresceu

Com um sistema elétrico de potência e constante aperfeiçoamento, Chesf é propulsora do desenvolvimento na região

Hidrelétrica de Xingó está localizada entre os Estados de Sergipe e Alagoas, e inaugurada em 1994.

“Sem energia nós não vive, né? Ninguém vai viver no escuro.” A frase é de Maria José Alves de Freitas, feirante de Paulo Afonso (BA). Mas nem sempre esse raciocínio foi assim, tão lógico. Houve um tempo, ainda no século 20, em que luz mesmo só com vela ou candeeiro. Poucas cidades, como o Recife e algumas outras do interior, contavam com geradores a diesel instalados, funcionando em determinados períodos da noite, com horários muito bem definidos, devido ao alto custo.

Foi na década de 1960, com a Usina Paulo Afonso I e uma linha de transmissão até Salvador e outra para o Recife, que se iniciou a eletrificação da Região Nordeste. Assim, fica mais fácil entender o que a Chesf representa para o desenvolvimento nordestino e do próprio Brasil.

A Chesf oferece um sistema elétrico de potência, que possibilitou o desenvolvimento da região e a utilização da energia elétrica pela sociedade nordestina. E mais: atraiu consumidores industriais, clientes de grande porte atendidos em alta tensão, e isso foi muito bom para a geração de empregos e a economia dos Estados dessa parte do Brasil.

A Chesf é a maior geradora do País, considerando a sua capacidade instalada de mais de 10.323 megawatts, e uma das maiores transmissoras do Brasil. Possui um grande parque de geração predominantemente de usinas hidrelétricas, concentradas na Bacia do São Francisco, e um sistema de transmissão com transferência dessa energia para os centros de consumo.

A ampliação do sistema é contínua. Inicialmente, os ativos da Chesf se concentravam apenas no Nordeste. Com a interligação elétrica para todo o País, a Companhia passou, em sociedade com outras empresas, a ter também linhas de transmissão em outras regiões, sempre buscando a otimização energética. Quando há uma crise hídrica na Bacia do São Francisco, como a que tem ocorrido nos últimos seis anos, essas linhas de transmissão podem transferir energia de fora do Nordeste para a região.

Usina Paulo Afonso IV, da década de 70, inaugurou linhas de transmissão a Salvador e ao Recife

A Chesf passou a investir em sociedade com outros agentes em empreendimentos de suma importância para o País. No segmento de transmissão, destaca-se a interligação do Madeira, que interliga de Porto Velho, em Rondônia, até Araraquara, em São Paulo, com mais de 2.400 km de linha em corrente contínua. A Chesf participa também de sociedades em empreendimentos de geração como a Usina de Belo Monte, no Pará, e a Usina de Jirau, em Rondônia, ambas fundamentais para o Brasil.

Atualmente, a Chesf possui 139 instalações, contando usinas e subestações, em um processo permanente de ampliação do sistema em busca da eficiência energética e do atendimento ao crescente consumo. Existe a preocupação com a modernização dos ativos, do parque de geração e do sistema de transmissão para acompanhar o avanço tecnológico, ter um monitoramento mais eficaz e lidar com questões como a própria vida útil dos equipamentos. Por isso, em 2019, planeja-se investir R$ 400 milhões, destinados a ações de melhorias na geração e na transmissão de energia elétrica, como substituição de transformadores e utilização das tecnologias digitais.

Hoje, a Chesf possui 139 instalações, contando usinas e subestações, em constante ampliação

Hoje, 65% das instalações são teleassistidas. O controle e o comando são remotos, a partir de um centro de operação, o que traz eficiência e agilidade na execução dos processos. Cada vez mais, tem-se agregado tecnologia à operação. Com o avanço tecnológico e a automação, os processos são reavaliados para torná-los mais eficientes.

Até 2020, a empresa espera cumprir todo o seu cronograma de obras pendentes, após os impactos decorrentes da Medida Provisória 579, de 2012. A expectativa é de que, até o ano que vem, entrem em operação comercial todos os empreendimentos que foram arrematados em leilões. (JC)

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