Flamengo tem volta da torcida contra o Emelec e cautela para evitar punições

Com a torcida o elenco do Flamengo faz último treino no Maracanã antes da Libertadores
Com a torcida o elenco do Flamengo faz último treino no Maracanã antes da Libertadores Foto: Guito Moreto / Agência O Globo
Diogo Dantas

A nação rubro-negra está de volta a um jogo de Libertadores e será novamente o motor do Flamengo, hoje, 21h45, contra o Emelec. É a primeira partida com público do clube na competição, desde a punição pelas invasões na final da Sul-Americana, em dezembro. Se em campo a vitória garante a classificação no grupo 4 de forma antecipada, o sucesso da operação no Maracanã é condição para que o Flamengo e sua torcida retomem a confiança de que o palco e os envolvidos na organização têm capacidade de sediar decisões.

Para atingir esses objetivos, o planejamento vem de longa data e adotou medidas que causaram até uma queda de público em relação às partidas do Campeonato Brasileiro. Até a véspera, 35 mil ingresos foram vendidos. Entre as mudanças que ajudaram a tornar o jogo menos atrativo, além do preço mais alto, está a troca do cartão-ingresso dos sócios-torcedores pelo bilhete em papel, para faciltiar a fiscalização. A checagem será longe dos portões derrubados no ano passado. E ruas no entorno do estádio serão fechadas quatro horas antes da partida.

Há algum tempo o Flamengo reuniu as autoridades de segurança e vê a necessidade de que a operação se aperfeiçoe aos poucos, e que o público volte ao estádio sem temer violência, especialmente na Libertadores. Como consequência desses encontros, a operação ficou centralizada no Grupamento Especial de Policiamento em Estádios. O tenente-coronel Silvio Luiz comandará o Gepe e os batalhões de apoio, com auxílio da CET-Rio e Guarda Municipal.

Cartões-igresso devem voltar em breve

Se a operação for um sucesso, já há um entendimento de que os cartões-ingresso podem voltar aos poucos em partidas de grande apelo. O novo contrato com o Maracanã, que será votado dia 22, abre um leque de opções, como a fidelização, que o clube prevê para depois da Copa do Mundo. O jogo de hoje funcionará, portanto, como um teste de fogo. E o Flamengo quer erro zero. Por isso, reforçou que os torcedores cheguem cedo e troquem seus ingressos também cedo. Cerca de 25% das entradas serão trocadas hoje.

Quem for ao estádio, não poderá levar faixas e bandeiras. Organizadas também estão proibidas de carregar material, como diz o artigo 129 do regulamento da competição deste ano. O Flamengo foi pressionado por alguns grupos, mas não quer forçar a barra, sob risco de ter novo problema. O objetivo é reconstruir a credibilidade em termos de segurança. A partida, mesmo que não tenha lotação máxima, vai ajudar a amenizar o prejuízo das duas primeiras rodadas em casa sem torcida. Mas não cobrí-lo totalmente.

Em campo, o time do Flamengo não deve ter novidades. A principal ausência é Paolo Guerrero, punido por mais oito meses por doping. Em seu lugar, Henrique Dourado, que já estava ameaçado, retoma a posição de titular absoluto no ataque. Quem também está de volta a uma partida de Libertadores é Diego, que ficou fora da lista de convocados para a Copa. O técnico Maurício Barbieri perdeu o reserva Pará, machucado. Depois de o time misto ser derrotado para a Chapecoense, a formação que vem dando certo retorna com nomes como Lucas Paquetá, Everton Ribeiro e Vinicius Junior. O goleiro Diego Alves e o zagueiro Réver também estão de volta entre os titulares.

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