Guerras na política de Pernambuco

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Tereza Cruvinel
 
Talvez em nenhum estado a agitação pré-eleitoral seja tão grande quanto em Pernambuco. Começo porém registrando esclarecimentos do senador petista Humberto Costa a respeito do que disse o ex-presidente Lula em sua entrevista publicada pelo Correio no domingo.
Falando sobre a dificuldade de convencer alguém a não ser candidato em nome das alianças, Lula recordou encontro que teve com Humberto em janeiro de 2012, no qual o aconselhou a não disputar a prefeitura do Recife, concluindo que foi inútil. Costa acabou derrotado pelo candidato de Eduardo Campos, Geraldo Julio, disputa que contribuiu para azedar a relação PT-PSB.
O senador esclarece que ouviu mesmo esse conselho quando, em companhia do senador Jorge Viana, visitou o convalescente ex-presidente. “Desisti, mas, meses depois, o partido enfrentou problemas internos e acabou anulando as prévias que foram disputadas por Maurício Rands e o ex-prefeito João da Costa. Em busca de uma alternativa pacificadora, a direção nacional do PT fez um apelo para que eu fosse candidato. Todos os ex-presidentes do partido, inclusive Lula, foram consultados e concordaram. De modo que não fui candidato de mim mesmo ou de minha ambição”, diz o senador.
Endossando a versão do senador, a assessoria do ex-presidente admite que ele contou apenas a primeira parte da história.
EDUARDO CAMPOS NO ATAQUE
O PT e o PTB estão furiosos com as investidas de Eduardo Campos, que cooptou para o PSB três deputados estaduais do PT (Isaltino Nascimento, Sergio Leite e Odacy Amorim) e dois do PTB, do senador Armando Monteiro: Clodoaldo Magalhães e Marcantonio Dourado. Com eles, irão prefeitos e vereadores, é claro. PT e PTB seguem se aproximando para montar chapa única ao governo do estado. (Correio Braziliense)

 

 

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