Internações por Covid disparam em São Paulo e médicos criticam inação do governo

Hospital de campanha para vítima de Covid-19 em Santo André, São Paulo
06/05/2020
REUTERS/Amanda Perobelli
Hospital de campanha para vítima de Covid-19 em Santo André, São Paulo 06/05/2020 REUTERS/Amanda Perobelli (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

O número de internações por Covid na rede municipal de São Paulo saltou 26% na última semana e atingiu o mesmo nível do início de outubro, preocupando médicos com a decisão do governo paulista de revisar o Plano SP de medidas de isolamento social apenas no fim do mês. O governo agora admite a possibilidade de antecipar medidas de restrição. A ocupação das UTIs está bem abaixo do nível crítico.

Na capital paulista, as hospitalizações passaram de 644 no dia 11 para 814 na terça (17). As internações em UTI subiram 33%, de 339 para 451. A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva aumentou de 32% passou 44%.

Os números refletem uma tendência de aceleração nas internações. Na comparação da média da semana encerrada nesta terça (17) com a anterior, eles representam um aumento de 14%.

Na última semana, cidades da Grande São Paulo, do interior e da Baixada Santista também apresentaram alta nas hospitalizações por Covid, aponta reportagem da Folha de S.Paulo.

Em Santo André, por exemplo, de 39% (255 para 355), São Caetano do Sul, de 30,6% (111 para 145), Praia Grande, de 37,5% (de 24 para 33), e Sorocaba, de 24% (172 para 213).

Para pesquisadores que acompanham a epidemia no estado, esse aumento não aparenta ser mera oscilação e sim o prelúdio de uma segunda onda, ou o recrudescimento da primeira, como descrevem alguns epidemiologistas.

Na avaliação desses especialistas, seria temerário que o governo paulista esperasse até o dia 30 para atualizar o Plano SP, que regulamenta os estágios da quarentena no estado.

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