Iphan vai avaliar tombamento de instalações no Rio

Em encontro com a comissão que defende o tombamento das instalações ao redor do Estádio do Maracanã, a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema de Sousa Machado, prometeu analisar o caso. O grupo também pediu à presidenta que o instituto revogue a autorização de demolir a área, emitida pela superintendência do Iphan no Rio de Janeiro.

André Ordacgy, representante da Defensoria Pública da União e membro da comissão, avaliou como positiva a decisão da analisar o caso. “Ela [a presidenta do Iphan] anunciou que já foi instaurado procedimento para apurar se o tombamento é necessário ou não, o que a gente entende como uma excelente notícia”.

Ordacgy disse também que a autorização de demolir não tem mais fundamento, uma vez que o governador do estado voltou atrás e anunciou a manutenção do local. Com o anúncio da presidenta, o Iphan vai rever o processo de tombamento do Maracanã e avaliar a inclusão ou não da área em volta, que compreende o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio de Lamare, a Escola Municipal Friedenreich e o antigo Museu do Índio, atualmente a Aldeia Maracanã.

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A comissão é formada por representantes da Defensoria Pública da União, atletas e usuários das instalações, além de representantes da sociedade civil organizada. O grupo deseja o tombamento em âmbito federal de toda a área. De acordo com Ordacgy, a medida garantiria em definitivo a preservação.

No último dia 12, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, determinou o tombamento da Escola Friedenreich e da Aldeia Maracanã, mas o tombamento municipal já havia ocorrido em 2006 e revogado em 2012. “Como medida de salvaguarda, recorremos ao Iphan nacional para acabar com esse tomba e destomba, de acordo com a conveniência dos interesses políticos locais”, explicou o representante da comissão.

A partir de agora, a situação do Complexo Maracanã será analisada por técnicos do instituto e, caso haja parecer favorável ao tombamento de toda a área, a decisão final será levada ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan. O conselho é composto por membros da sociedade civil e também do governo, como, por exemplo, os ministérios do Turismo, da Educação e das Cidades e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). (Agência Brasil)

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