Jonas Paulo alfineta governo do PMDB

 

Em clima de despedida da presidência do PT estadual, Jonas Paulo rebateu ontem, com tom de ironia, as críticas ao partido, feitas pelo líder do PMDB no Estado e pré-candidato ao governo baiano, Geddel Vieira Lima. O dirigente petista frisou o fato de o peemedebista integrar a base do governo federal, sendo vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica e lembrou que os governos do PMDB nos estados do Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul enfrentam atualmente muitos problemas. Em entrevista à Tribuna, Geddel pontuou supostas fragilidades do governo petista na Bahia, a exemplo da segurança pública e da área de saúde, que ele destacou como um “caos”. O pré-candidato ao Palácio de Ondina contestou ainda a eficiência do programa Topa – Todos pela Educação e alfinetou o momento vivido pelo PT, que estaria “fatigado e na Bahia, sobretudo não tem um grande exemplo de gestão a dar”.

“Ele como dirigente nacional do seu partido deveria estar muito preocupado com a situação dos governos do Rio de Janeiro e do Mato Grosso do Sul, que passam por dificuldades profundas, inclusive para elegerem o sucessor, o que não é o nosso caso, pois, ainda estamos numa zona de conforto. Temos quatro nomes da melhor qualidade para escolhermos e há ainda aqueles que querem citar outros nomes, o que mostra que temos um leque de quadros que dará vigor ao nosso projeto”, disse.

Jonas sugeriu uma comparação entre o governo do PT e os governos do período do carlismo e ainda aqueles administrados pelo PMDB em estados brasileiros, como amostra de que o partido teria ofertado conquistas para a Bahia. “Ao final de oito anos na Bahia estamos bem, em relação a qualquer governo do passado, inclusive com qualquer governo do partido do vice- presidente nos estados em que o partido dele governa e não consegue sobreviver à crise fiscal, não garantindo serviços, empregos e investimentos como estamos fazendo na Bahia”, disse, completando que Geddel “é  membro do governo Dilma e Temer e contraditoriamente a função que exerce ataca o governo que participa”.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Zé Neto (PT), disse que o peemedebista deveria ser mais “propositivo”. “Além disso, ele está equivocado, pois a violência reduziu em 22% na Região Metropolitana e 24% em Feira de Santana. Fomos o governo que mais implantou UTIs, mais construiu hospitais, um total de cinco, e levamos serviços que antes não existiam no interior da Bahia, como nefrologia, cardiologia, radioterapia, e ele, qual o grande projeto que deixou enquanto ministro para a Bahia?” questionou.  Neto provocou no final ao destacar que as respostas virão das urnas. “A resposta vai chegar no momento eleitoral”.

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