Juíza de Curitiba manda soltar o maior mala da república, Eduardo Cunha

Ex-deputado está preso desde 2016 no âmbito da Lava Jato e defesa alega saúde fragilizada

A juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou nesta quinta-feira (26) que o ex-deputado Eduardo Cunha vá para a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

O argumento da magistrada para a soltura de Cunha é seu estado fragilizado de saúde em meio à pandemia do novo coronavírus. O ex-parlamentar, que está preso desde 2016 em Curitiba, recentemente fez uma cirurgia para tratar de hemorroidas.

“Considerando a excepcional situação de pandemia do vírus Covid-19, por se tratar o requerente de pessoa mais vulnerável ao risco de contaminação, considerando sua idade e seu frágil estado de saúde, substituo, por ora, a prisão preventiva de Eduardo Consentino da Cunha por prisão domiciliar, sob monitoração eletrônica”, diz um trecho da decisão.

Por meio de nota, a defesa de Cunha afirmou que “foi preciso uma pandemia e uma quase morte para se corrigir uma injustiça que perdurou anos”.

“Eduardo Cunha já tem, já tempos, o devido prazo para progredir de regime, e há anos seu estado de saúde já vinha se deteriorando. Hoje, fez-se justiça”, dizem os advogados.

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