Lavagem de dinheiro agora é oficializada

Por Luciano Bivar

Os grandes partidos agora dispõem de mais de 200 milhões para comprar votos oficialmente. Isso é o que “bolaram” os grandes caciques com o apoio da imprensa e dos pseudos cientistas políticos, sob o manto de que deveriam extirpar os pequenos partidos.

Agora, com o extermínio gradativo das pequenas legendas, o governo executivo e seus sucessores estarão confortavelmente tranquilos para negociar apenas com três ou quatro líderes partidários.

As vozes isoladas e o surgimento de novas ideias estarão vaticinadas como natimortas e o “status quo” que tanto abominamos da política do toma lá dá cá, surgirá agora de forma perene e com efeitos inimagináveis para o futuro.

Deus nos livre de um executivo bolivariano, onde certamente, em uma próxima ou futura eleição, ele determinará: “só recebe verba partidária o partido do governo”. O precedente está aberto. Todos os deputados e senadores migrarão para o partido do dinheiro (a base aliada) e se tornarão vaquinhas de presépio.

Aí estará definitivamente estatizado o nosso sistema eleitoral, assemelhando-se, assim, ao antigo partido soviético, o bolivariano, o cubano ou qualquer outro adjetivo que possamos escolher.

Escapamos de um governo que caminhava para o chavismo no apagar das luzes, graças ao nosso pluripartidarismo, onde pequenas siglas eram independentes e se fizeram presente na balança do impeachment, com sua voz não comprometida por cargos e ministérios distribuídos pelo Brasil afora, e nos livraram de um futuro bastante negro.

O escopo de qualquer democracia no mundo repousa no princípio isonômico, a igualdade de oportunidade para todos e não como nosso Congresso aprovou: partidos de primeira e segunda classe, ou seja, aqueles que recebem recursos públicos e os que não recebem. Aí está plenamente caracterizada a quebra da isonomia eleitoral.

Falar em partidos de aluguel é uma falácia. O que significa 15 ou 30 segundos diante de outros partidos detentores de 10 minutos de propaganda patrocinada pelo Governo. Partidos de aluguel são aqueles que juntam-se ao Poder dominante em busca de cargos e ministérios para assaltar as estatais do nosso país.

Em todos os países que têm cláusula de barreira não existem financiamentos públicos, todos exercitam suas atuações eleitorais na mesma planície. O eleitorado os distingue pelo seu comportamento, ético, moral e programático.

O certo seria o fim dos recursos públicos para todos os partidos, bem como o fim do horário reservado para propaganda eleitoral. Cada partido, através de seus filiados e doadores individuais é que deveriam subsidiar seus partidos de acordo com seus programas e pensamentos, construindo seu próprio futuro de acordo com seus ideais.

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