Leonardo Boff: “Ciro Gomes precisa se curar”

“Quem é sadio pode ficar doente. Ele está doente. Precisa de cura urgente para ser político”, disse o teólogo, citando uma “doença de verborréia ofensiva”

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O teólogo Leonardo Boff usou as redes sociais nesta quarta-feira (16) para comentar os ataques feitos pelo ex-ministro Ciro Gomes ao PT, ao PSOL e ao PSB. Segundo Boff, que já foi vítima da metralhadora do candidato à presidência nas eleições de 2018, Ciro precisa ser enviado a um mosteiro para que monges ajudem-no a cuidar do que o religioso considera uma “doença da verborréia ofensiva, que não perdoa aliados”.

“A única solução para Ciro-metralhadora xiita é enviá-lo ao mosteiro terapista em Campo do Tenente-PR, onde os monges nunca falam. Assim se curará da doença de verborréia ofensiva. Quem é sadio pode ficar doente. Ele está doente. Precisa de cura urgente para ser político”, disse Boff, um dos principais expoentes da Teologia da Libertação, ao comentar matéria publicada pela Fórum.

O texto faz referência a uma entrevista dada por Ciro ao Estado de Minas em que ele chama o PT de ladrão, critica PSOL e PSB e elogia Rodrigo Maia. Além disso, Ciro compara Lula a Bolsonaro e diz que o ex-presidente está “confortável” na prisão em Curitiba.

Em novembro do ano passado, Boff minimizou os ataques feitos por Ciro contra ele. O pedetista disse que o teólogo era um “bosta”, “bajulador de Lula”.

“Considero Ciro Gomes uma das maiores e imprescindíveis lideranças do Brasil. Ele é importante para a manutenção da democracia e dos direitos sociais. Ele ajuda a alargar os horizontes dos problemas que enfrentamos com o seu olhar próprio. O que faz e diz é dito e feito com paixão. Entretanto, a paixão necessária nem sempre é uma boa conselheira. Creio que foi o caso de sua crítica a mim chamando-me com um qualificativo que não o honra”, disse na ocasião.

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