Lula avalia que FHC não faz parte do campo democrático

(Foto: Ricardo Stuckert)

Um dos motivos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para não assinar o manifesto “Juntos” é a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi um dos articuladores do golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo a colunista Mônica Bergamo, Lula avalia que nem FHC nem Michel Temer fazem parte do “campo democrático” no Brasil. “Mágoas com FHC e Temer fazem Lula rejeitar união em manifestos contra Bolsonaro. Petista tem dito a interlocutores que não considera mais que os dois, que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff, são democratas. Lula já vinha recusando convites para participar de debates e eventos com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer”, escreveu Mônica.

Ontem, numa sequência de posts no Twitter, Lula explicou melhor seus motivos:

“Volto a dizer: não dá pra aceitar a ideia de que o Bolsonaro é resultado de um processo amplamente democrático. Ele é resultado de um processo que se deu desde a cassação de uma presidenta sem crime. Agora perceberam que o troglodita que eles elegeram não deu certo”, postou Lula.

“Estou dizendo pra gente não pegar o primeiro ônibus que tá passando. Estão querendo reeducar o Bolsonaro, mas não querem reeducar o Guedes. Tem pouca coisa de interesse da classe trabalhadora nesses manifestos. O editorial do Globo é uma proposta de acordo pra manter o Bolsonaro”, prosseguiu o ex-presidente.

“E o PT sabe porque quer tirar o Bolsonaro. A gente quer tirar o Bolsonaro pra defender a vida. Porque ele não gosta de mulher, não gosta de preto, não gosta de índio, não gosta do povo trabalhador. É por isso que estamos dizendo Fora Bolsonaro”, finalizou Lula.

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