Marcha das Margaridas e das Mulheres Indígenas tomam Brasília

“Olha Brasília, está florida. Estão chegando as decididas”, cantam as vozes de milhares de Margaridas reunidas no início da manhã. A Marcha das Margaridas e as Mulheres Indígenas ocupam as ruas da Capital Federal desde ontem (13).

A Marcha das Margaridas é uma manifestação realizada desde 2000 por mulheres trabalhadoras rurais do Brasil. O nome e a data lembram a morte da trabalhadora rural e líder sindicalista Margarida Maria Alves, assassinada em 1983 quando lutava pelos direitos dos trabalhadores na Paraíba.

As atividades da Marcha começaram na terça-feira (13)  com uma sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem a essa diversidade de lutadoras do campo, da floresta, das águas, indígenas, quilombolas. Jovens que fazem sua primeira marcha unidas a participantes de todas as edições, desde ao ano 2000.

Encontraram-se com indígenas, com estudantes, educadores e trabalhadores e fizeram de Brasília a capital das manifestações do 13 de agosto, o terceiro tsunami da educação e em defesa dos direitos e aposentadorias. E encerraram a noite desta terça num ato cultural onde foi lançado o Festival da Juventude, que começa a ser preparado para ocorrer em 2020.

As marchas da Margaridas, em sua sexta edição, e das Mulheres Indígenas, em sua primeira, se encontram por volta agora pela manhã desta quarta-feira e seguem a caminhada para o grande ato final diante do Congresso Nacional, previsto para terminar por volta de 12h30.

O ato terá a presença do ex-candidato petista à presidência da República, Fernando Haddad, que fará a leitura de uma carta do ex-presidente Lula à Marcha das Margaridas – em resposta a uma carta enviada a ele, ontem, pelas mulheres da Marcha.

As informações são da Rede Brasil Atual.

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