Marília retoma a luta ainda sem tarefa

A deputada Marília Arraes está aproveitando o recesso deste mês de julho para visitar correligionários no interior. Ela é o melhor quadro que o PT pernambucano revelou nas últimas eleições, porém ambos ainda não sabem precisar que tarefa lhe será oferecida pelo partido visando ao seu fortalecimento para 2020 e em 2022.

Bagagem política ela tem de sobra para continuar empunhando em Pernambuco a bandeira do socialismo democrático, na mesma linha do que fizeram ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos, seu avô e primo, respectivamente. Marília foi uma das coisas novas que surgiram em Pernambuco nos últimos cinco anos após a morte dos ex-deputados Pedro Eugênio e Manoel Santos, do insucesso eleitoral de Fernando Ferro, do ocaso político do senador Humberto Costa e da falta de renovação do PT regional.

Ela ainda não vive o mesmo dilema de sua colega Tábata Amaral, do PDT de São Paulo, que está suspensa do partido por ter votado a favor da reforma previdenciária. Mas poderia ter-se saído bem na fita se tivesse olhando menos para os sindicatos rurais e as corporações de servidores públicos, e mais para a reforma previdenciária que não é de Bolsonaro e sim do país. Raquel prefere apostar na histórica relação que mantém com o sindicalismo rural e urbano de Pernambuco, que vê a reforma “subtração de direitos”. É uma respeitável visão de mundo, porém não sustentável, dado que o Brasil pós Lava Jato precisa de um partido de centro-esquerda, moderno, que não faça concessões à demagogia, ao discurso fácil e à irresponsabilidade. (Inaldo Sampaio)

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