Mourão chega ao Peru para posse de Castillo

O vice-presidente vai representar o Brasil na posse após Bolsonaro lamentar resultado

O vice-presidente Hamilton Mourão desembarcou nesta segunda-feira (26) em Lima, no Peru, para participar da posse do presidente eleito do Peru, Pedro Castillo. A cerimônia acontece na quarta-feira (28).

A comitiva do general foi recebida pela ministra de Desenvolvimento e Inclusão Social do Peru, Silvana Vargas.

Após lamentar o resultado eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu o triunfo de Castillo sobre Keiko Fujimori, que é alinhada com o bolsonarismo.

“Cumprimento o senhor Pedro Castillo Terrones por sua eleição à presidência do Peru. Reafirmo a disposição do governo brasileiro em trabalhar com as autoridades peruanas para reforçar os laços de amizade e cooperação entre nossas nações. Felicidades ao povo peruano!”, disse Bolsonaro no perfil da Secom após a proclamação.

Quem é Pedro Castillo?

Professor na província de Cajamarca, Castillo ganhou projeção nacional quando liderou a greve nacional de docentes de 2017, que paralisou as aulas por três semanas exigindo melhores condições para profissionais de educação. Não é à toa que seu slogan eleitoral é “Palavra de Mestre” e seu símbolo é um lápis gigante.

Terceiro de nove irmãos, desde cedo conheceu a desigualdade no país andino. Começou seus estudos na Escola Rural N° 10465 e depois foi para uma unidade educacional localizada a duas horas de distância, que percorria a pé. Na juventude, trabalhou pela proteção de seu povo. Castillo foi parte dos grupos “ronderos” nos anos 70, que protegiam os campesinos e agricultores sem assistência do Estado no interior do país. Os ronderos também atuaram para resguardar os povos diante da escalada de violência promovida pelo Sendero Luminoso e pelas Forças Armadas nos anos 80-2000.

Assumidamente de esquerda, o candidato do partido marxista-leninista-mariateguista Peru Livre ganhou o primeiro turno de forma surpreendente, principalmente com o respaldo do interior. O programa do Peru Livre prevê o abandono do neoliberalismo e a construção de uma “Economia Popular com Mercados”, com um forte papel do Estado, além da estatização de reservas.

Com informações da Agência Andina

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