‘Não pode ser acidente’, diz delegado da PF sobre incêndios no Pantanal

Segundo os investigadores, há indícios de que o fogo foi iniciado intencionalmente com o intuito de criar uma área de pasto

[‘Não pode ser acidente’, diz delegado da PF sobre incêndios no Pantanal]
Foto : Mayke Toscano/Secom-MT

A Operação Matáá, da Polícia Federal, deflagrada ontem (14), apreendeu documentos e celulares de fazendeiros do Mato Grosso do Sul com o objetivo de investigar as queimadas que estão consumindo o Pantanal, maior bioma úmido do mundo. Segundo os investigadores, há indícios de que o incêndio foi iniciado intencionalmente com o intuito de criar uma área de pasto.

“As queimadas começaram em espaços inóspitos, dentro das fazendas, onde não há nada perto, o que nos faz entender que não pode ser acidente. Teoricamente, alguém foi lá para isso [colocar fogo]”, disse o delegado Alan Givigi ao Estadão. “O fogo nesse caso seria para queima da mata nativa para fazer pasto. Já que não pode desmatar, porque é área protegida, coloca fogo e o pasto aumenta, sem levantar suspeita”, acrescentou.

A investigação identificou que quase 25 mil hectares dos cerca de 815 mil já devastados pelo fogo este ano. Os fazendeiros suspeitos poderão responder pelos crimes de dano à floresta de preservação permanente, dano direto e indireto a Unidades de Conservação, incêndio e poluição.

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