“Não sou contra o comunismo”, afirma Collor ao lembrar de embate contra Lula em campanha

Da Redação

Senador e ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello afirmou durante entrevista na manhã desta segunda-feira, 3, para o ‘Isso é Bahia’, na rádio A TARDE FM, não ser contra o comunismo, nem mesmo durante sua candidatura à presidência em 1989, contra o então candidato Luis Inácio Lula da Silva. Entretanto, ressaltou na conversa que é contra ideologias que atinjam negativamente os direitos individuais da população.

“O pessoal me colocou naquela época como candidato anticomunista porque diziam que o Lula era comunista. Se o Lula era comunista então quem estava na luta política em oposição ao Lula, que na época era eu, era taxado como anticomunista”, argumentou, completando: “Não sou contra o comunismo, contra isso ou aquilo, sou contra a ideologia em si. Posso criticar a forma como isso é aplicado e atinge os direitos individuais”.

Segundo o senador, sua campanha em 1989 era completamente diferente do programa proposto por Lula: “O meu era um programa liberal, de abertura comercial, de entendimento com a comunidade internacional”.

Coronavírus

Para Collor, a crise no Brasil ainda vai continuar por muito tempo depois da pandemia. O ex-presidente afirma que “depois da pandemia vamos encontrar uma economia devastada, milhares de empresas fechadas e milhões de pessoas desempregadas” e que a solução vai ser o governo Federal continuar investindo dinheiro para ajudar a todos que foram afetados economicamente pela Covid-19.

“Vai ser necessário o governo continuar dando uma colaboração e investindo ainda mais recursos para diminuir sofrimento das camadas mais vulneráveis da população. Isso vai ser um trabalho que o governo não vai deixar de poder fazer para atender a população”, disse Fernando Collor.

O parlamentar também citou na entrevista que, com o Senado não participando mais de reuniões presenciais, existe uma economia, por volta de R$ 4 milhões, que pode ser utilizada na ajuda ao combate ao novo coronavírus.

“Somente nestes cinco meses de pandemia já foram aplicados no orçamento de guerra, ou seja, o orçamento fora do orçamento aprovado no ano passado para ser executado este ano, cerca de R$ 500 bilhões. Quando nós falamos de economia de R$ 4 milhões é uma economia pequena, mas que vale é o gesto, a determinação de demonstrar que nós queremos participar deste esforço”, disse.

O senador também relembrou que o auxílio emergencial no valor de R$ 600 foi uma luta do Congresso Nacional. “No início era R$ 200, depois passamos para R$ 500 e finalmente o presidente da República destinou R$ 600. Foi uma iniciativa do Congresso e graças a isso 60 milhões de pessoas estão sendo atendidas nas suas necessidades mais elementares”, salientou.

Eleições no Senado

O senador Fernando Collor também comentou durante a entrevista que não tem interesse em se candidatar para presidência do Senado. Além disso, preferiu não revelar se vai apoiar a reeleição do atual presidente, Davi Alcolumbre.

“Meu projeto político é ser candidato ao Senado novamente pelo estado de Alagoas em 2022”, concluiu.

Perdão pelo governo

O senador Fernando Collor aproveitou a oportunidade da entrevista para explicar que o pedido de perdão pelos ativos bloqueados em seu governo como presidente da República (1990 – 1992) não foi iniciado a partir das publicações nas redes sociais.

Collor explica que com a pandemia, está destinando mais tempo para publicações nas redes sociais e que o pedido de perdão no Twitter tomou uma proporção muito grande, dando a entender que era a primeira vez que pedia perdão pelo bloqueios.

“Ao longo desse tempo, que me separa da saída da presidência até hoje, venho sempre pedindo desculpas pelos efeitos que essas medidas causaram a inúmeras famílias brasileiras. O que aconteceu de diferente foi que quando este pedido desculpas chega pela rede social, e isso tem muita capilaridade, toma uma proporção enorme”, pontuou.

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