No dia da falsa abolição, ativistas reforçam a denúncia do genocídio negro no Brasil

Douglas Belchior e Sheila Carvalho entraram com uma ação no STF que busca “reconhecimento, justiça e reparação” diante do “genocídio negro brasileiro”

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(Foto: Reprodução)

Neste dia da abolição da escravatura, Douglas Belchior e Sheila Carvalho, ambos da Coalizão Negra por Direitos, entraram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que busca “reconhecimento, justiça e reparação” diante do “genocídio negro brasileiro”.

Em artigo na Folha de S.Paulo, eles afirmam que o dia de hoje marca o que, na verdade, foi uma “falsa abolição”. Os ativistas denunciam denunciam o “silêncio” dos brancos sobre as mortes de negros pelas forças de segurança:

“Criamos diariamente estratégias com o propósito de nos manter vivos — dentro e fora das institucionalidades. Afinal, como canta Emicida, ‘tudo que nóis tem é nóis'”.

“Cada um que é interrompido leva um pouco de nós. A cada morte denunciamos, gritamos, cobramos resposta, tentamos cuidar dos que ficam. Mas para cada morte tudo que se encontra fora do ‘nós’ é silêncio, apatia, anuência com a política de morte que nos aniquila”, escrevem.

Sobre a ADPF, eles afirmam que ela representa uma “denúncia do genocídio negro brasileiro”. Também defendem políticas capazes de “sustar a violência” e que gerem reparações pelos “danos causados por esta a tantas famílias negras”:

“A ADPF pelas vidas negras traz uma sinalização positiva de novos tempos ao ser proposta em uma grande aliança partidária de frente ampla —PT, PSOL, PC do B, PV, Rede, PSB, PDT. Torcemos para que esse seja um indicativo de que os partidos também estejam dispostos a romper com a lógica do Brasil colonial e racista”.

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