ONG global de Direitos Humanos acusa Bolsonaro: sabota combate ao coronavírus, incentiva violência policial e queimadas

Relatório Mundial 2021 da ONG internacional Human Rights Watch critica acidamente ação de Jair Bolsonaro na pandemia do coronavírus. Documento também cita o desmatamento recorde na Amazônia e o crescimento da violência policial, além da violação de direitos das minorias

Organização internacional critica gestão de Jair Bolsonaro
Organização internacional critica gestão de Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

Relatório Mundial 2021 da ONG internacional Human Rights Watch, divulgado na manhã desta quarta-feira (13), criticou acidamente Jair Bolsonaro por sua a atuação negativa dele na pandemia do coronavírus: o documento diz que ele “sabotou” o combate ao vírus. Ação do governo no desmatamento recorde na Amazônia é destaque do relatório. De acordo com a instituição, outro aspecto negativo do atual governo é o crescimento da violência policial, incentivada por Bolsonaro. O documento, em sua 31ª edição, avalia a situação de direitos humanos em mais de 100 países.

Bolsonaro “tentou sabotar medidas de saúde pública destinadas a conter a propagação da pandemia de Covid-19”. “O presidente Bolsonaro minimizou a Covid-19, a qual chamou de ‘gripezinha’; recusou-se a adotar medidas para proteger a si mesmo e as pessoas ao seu redor; disseminou informações equivocadas; e tentou impedir os governos estaduais de imporem medidas de distanciamento social”, diz o texto.

Sobre a violência, as mortes por policiais aumentaram 6% no primeiro semestre de 2020, de acordo com dados oficiais compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No ano passado, a polícia matou 6.357 pessoas. Quase 80% delas eram negras.

O documento citou, ainda, o desmatamento acelerado e a violações de direitos de crianças, adolescentes, mulheres, integrantes da comunidade LGBT e pessoas com deficiência.

Um exemplo citado foi o de que, em setembro, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que gênero não deveria ser discutido nas escolas. Segundo ele, as pessoas que “optam” pelo “homossexualismo” muitas vezes vêm de “famílias desajustadas”.

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