Os roedores do dia a dia

 

Petrolina é terra fértil, isso todo mundo sabe. Sabe também que é um lugar propício para a criação de animais. Uma espécie, em particular, se destaca há, pelo menos, 70 anos.

Na terra dos impossíveis, trabalhador sério e honesto é tratado desta maneira

A espécie em questão não é criada, se cria. Roedores, normalmente, podem indicar perigo à plantação. Não por estas bandas.
A safra de que se alimentam os pequenos é a de votos. Em Petrolina é assim, quanto maior o número de roedores na família, melhor… para a família e para o lugar.
E, seja lá onde for, nós os veremos, no estádio, no parque, no aeroporto, nas escolas, nos bairros, no governo.
Afinal de contas, para todos os efeitos, um coelho não passa desapercebido, não em Petrolina.
Depois de ter falado dos roedores, falo agora dos mamíferos. O curral eleitoral de Petrolina, desde há muito, é regido pela almalha.
É, no mínimo, caricato escutar que no curral quem manda não é o fazendeiro, a vaca, tampouco o touro , mas o filhote dos bovinos.
Como todo bom filhote, a bezerra não faz nada além de mamar. As tetas da mãe governo são generosas, não secam nunca.
E o povo, gado sem cabresto, já que é bem adestrado, continua de cabeça baixa, marchando rumo ao abatedouro.
Que estas palavras não sejam vistas como gritos, pois gritos, por aqui, só em palanques de comício, todos os outros são excluídos, por força policial mesmo. Para que sejam compreendidas, vejam estas palavras como mugidos de insatisfação.
Petrolina é, de fato, nas palavras do coripoense, a Terra dos Impossíveis. Melhor seria dizer, do possível que se duvida. Em nenhum outro lugar do mundo você verá o poste mijar no cachorro, traduzindo para o petrolinês, a bezerra montar no vaqueiro!

*Autor: Zé Neto, um decepcionado com a política

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