Para Lavareda, a probabilidade de Lula ser candidato em 2018 é “próxima de zero”

Em entrevista a revista “Isto É” desta semana, o sociólogo pernambucano Antonio Lavareda fez uma afirmação bombástica: que a probabilidade de o ex-presidente Lula ser candidato em 2018 “é próxima de zero”.

Sem o ex-presidente no páreo, diz ele, a esquerda se dividirá entre vários candidatos, como o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

Disse também que a ex-ministra Marina Silva (REDE) poderá crescer, enquanto o deputado Jair Bolsonaro “vai desidratar”.

“Resta então saber se os partidos de centro, como PSDB, PMDB e DEM, vão se unir ou se seguirão divididos. Unidos, podem chegar ao segundo turno e ganhar. O problema é que o prefeito João Doria (SP) e o governador Geraldo Alckmin travam uma luta fratricida pela vaga do PSDB”, diz a revista na abertura da matéria.

A pergunta da revista foi a seguinte: “Lula hoje é o político com o maior número de intenções de votos, mas com uma rejeição muito grande. O senhor acha que ele acabará nem sendo candidato?”

Resposta de Lavareda: “Ao refletirmos sobre eleições, devemos trabalhar com cenários plausíveis. Sem fazer nenhuma avaliação sobre a pertinência das decisões judiciais, acredito que a probabilidade de Lula vir a ser candidato é próxima de zero. Terá com certeza a sentença condenatória do tríplex confirmada na segunda instância antes do prazo de inscrição das chapas e, talvez, já uma próxima condenação em primeira instância no processo relativo ao sítio”.

Pergunta: “Se ele não puder ser candidato por uma condenação em segunda instância, o senhor acha que o PT terá fôlego eleitoral para lançar outro nome, como o ex-prefeito Haddad?”

Resposta: “Com certeza. O PT segue sendo o partido com maior enraizamento social no País. Na última avaliação publicada, o partido surgiu com 17% de preferências, o dobro do segundo e terceiro colocados. Mas está às voltas com uma grave crise de identidade, associada até mais ao malogro do governo Dilma do que à Lava Jato, que tem se revelado isonômica na distribuição dos prejuízos de imagem. Sofreu um recuo de 60% nas prefeituras no ano passado. Foi empurrado para fora das capitais e dos grandes centros. Deverá recuar algo parecido nas eleições parlamentares do próximo ano. Não ganhará a eleição presidencial, mas poderá continuar a ser a principal força de esquerda no Congresso”.

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