PDT pode sair da base e apoiar Lídice

 

Lílian Machado
Após o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, admitir a possibilidade de apoiar uma postulação alternativa da presidente Dilma Rousseff (PT), com preferência para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), na Bahia, a chance de o PDT embarcar no projeto a ser liderado pela líder socialista, senadora Lídice da Mata pode ser considerada pelos pedetistas.

Em entrevista a Folha, Lupi afirmou que, até o ano que vem, poderá “conversar e ver avanços possíveis nas políticas” que os supostos oposicionistas Campos e o senador Aécio Neves propõem”. Ele ressaltou a probabilidade para o pernambucano.”Pela linha histórica, pela figura do avô (Miguel Arraes), pela história do Partido Socialista Brasileiro com o PDT”, disse.

Maior do que essa condição nacional, porém, estaria a situação local de incerteza, referente ao ingresso na chapa sucessória ao governador Jaques Wagner. Ontem, o presidente estadual do PDT, Alexandre Brust  disse que a tendência é apoiar a reeleição de Dilma, mas não descartou a mudança de lado, caso a sigla não seja contemplada na composição, tendo como indicado o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo.

“Se compusermos a chapa, evidente que vamos ficar com a Dilma. Senão, vamos examinar melhor”, disse, abrindo espaço para Lídice, que irá sustentar o palanque de Campos.

O deputado federal Félix Mendonça (PDT) não atribuiu o cenário da chapa, mas frisou que o apoio ao PT não está fechado, o que pode trazer consequências nos estados. “O PDT é um partido independente. Após ouvir os diretórios, deputados e senadores pode tomar a posição que quiser”, disse.

Partido aguarda participação na chapa petista

Além de influenciar a decisão local do governador de colocar ou não o PDT na chapa, já que há uma disputa acirrada com outros partidos pode pesar a viabilidade de uma conversa com a senadora socialista e a ligação, já citada de Lupi com o PSB nacional.

O dirigente nacional reiterou que ambos têm “alianças em vários Estados há vários anos. É sempre a mais próxima”.

Contudo, numa perspectiva de que o prazo é largo para que essas decisões sejam tomadas e de que o PDT tem peso suficiente para brigar, o presidente Alexandre Brust ponderou ao enfatizar a esperança de ter Marcelo Nilo na cabeça de chapa ou em outra posição, como a vice.

O líder do PDT na Assembleia, deputado Euclides Fernandes, também destacou as condições “de ordem pessoal” do presidente da  Casa para entrar na composição.

“Ele é um homem que se esforçou muito, está com grande visibilidade, sendo o nome mais adequado para dar sustentação política a chapa majoritária ao governo”, destacou o dirigente.

O próprio pré-candidato desconsidera a hipótese de ficar de fora. “Nós queremos compor com o governador. O PDT em sua maioria quer essa aliança. Não existe essa conversa de apoio a Lídice.

Questionado sobre a tese de o PDT não ser abrigado Nilo rebateu: “Se por acaso eu não entrar na chapa aí nós do partido vamos sentar para avaliarmos”, afirmou.

O pedetista ainda conjectura comandar a chapa, mesmo com o prenúncio de que o PT detém a liderança de forma prioritária.

“Eu quero ser governador, não vice e Senado”, reforçou a possibilidade, ainda que nas entrelinhas.

Na última reunião da Executiva nacional do PDT, com a presença dos 27 diretórios estaduais, de deputados federais e estaduais foi definido que cada estado decidiria da forma mais “conveniente”.

Dessa forma, ficam livres para fazerem a composição política. Quanto ao apoio à candidatura à presidência da República, o caminho será determinado pela maioria.

Fonte: Tribuna

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