PF cumpre mandados na sede da Embasa por crime ambiental

Bomba do emissário submarino construído no governo Paulo Souto tem lançado esgoto no oceano e companhia se recusou a ceder documentação, de acordo com a polícia

João Brandão / Alexandre Galvão

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A Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão na seda da Embasa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na manhã desta terça-feira (14). A ação integra a Operação Águas Limpas, que cumpre ainda uma ordem judicial em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, com o objetivo de apreender documentos relativos à apuração de crime ambiental na capital baiana, segundo a PF.

De acordo com as investigações, foi constatado o lançamento de esgoto sanitário, através de um emissário submarino, construído no governo Paulo Souto, sem o cumprimento das etapas necessárias para minimizar o impacto ambiental de dejetos no oceano.

Conforme nota emitida pela PF, uma perícia realizada na empresa de saneamento identificou que a bomba responsável por fazer o escoamento estava inoperante, o que lançava o esgoto sem o devido tratamento nas águas da Baía de Todos-os-Santos.

A força-tarefa acusa a companhia de descumprir o pedido de solicitação de documentos, sob a alegação de “não ser obrigada a produzir prova contra si mesma”.

“Em razão da negativa, foram solicitados e deferidos pela 17ª Vara Federal os mandados de busca, que estão sendo cumpridos tanto na empresa de saneamento quanto nas empresas supostamente responsáveis pela manutenção da bomba”, diz a PF.

Além da investigação de crime ambiental, foi instaurado inquérito para apuração dos crimes de prevaricação e desobediência.  Em nota, a Embasa informou que se colocou à disposição da Polícia Federal para ajudar nas investigações.

Confira a nota na íntegra:

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informa que a operação da Polícia Federal realizada na manhã desta terça-feira (14), na sede da empresa no Centro Administrativo da Bahia (CAB), foi destinada à busca e apreensão de documentos e informações sobre a operação da Estação de Condicionamento Prévio (ECP) do Rio Vermelho em março de 2016, quando o funcionamento da ECP foi temporariamente comprometido devido a um acidente de trânsito. Na época, um ônibus bateu em um poste da rede elétrica que atende a estação de tratamento operada pela Embasa e, com isso, causou uma parada no sistema de bombeamento. A Diretoria Executiva da Embasa se colocou à inteira disposição dos agentes da Polícia Federal durante a operação.

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