População de Uauá lamenta ordem judicial que suspende realização do São João

 

Da Redação

A população de Uauá está desolada com a decisão judicial de suspender o tradicional São João da cidade, já planejado pela prefeitura municipal. A liminar foi expedida no ultimo dia 06, pelo Juiz da Comarca, Dário Gurgel de Castro, tendo sido a prefeitura notificada no dia seguinte.

A decisão atende a um pedido feito pelo ministério público, na Ação Civil Pública assinada pelo promotor Rui Gomes, que questiona a realização de 10 dias de festa, uma vez o município de Uauá esta passando pelo estado crítico de estiagem e não tem recursos para ajudar as famílias que sofrem com a seca.

Em contrapartida, acredita-se que o valor das despesas para a realização do evento não será aumentada em proporção a quantidade de dias de festa. “É uma questão de negociação, de patrocínio e tipo de atração. Por exemplo, no ano passado uma mesma atração, o Marcelo Silva, custou 20 mil, esse ano ele vai cobrar 5. Em 2012, com três dias de festa o valor pago pelas atrações foi de aproximadamente 1 milhão, esse ano com os 10 dias serão gastos 300 mil”, conta o empresário José Plínio Cardoso, que não concorda com a decisão judicial.

Na liminar a justiça proíbe a prefeitura de usar dinheiro do município para a contratação de bandas, artistas, empresas, produtores culturais, iluminação, sonorização, montagem de palco, etc, para a realização de festas juninas deste ano. Caso a prefeitura não cumpra a determinação, vai pagar multa no valor de 10 mil reais por dia, para realizar o São João a prefeitura de Uauá precisa provar que não vai usar dinheiro do município.

A prefeitura garante que ainda receberá patrocínio da Petrobrás e do governo do estado para realização do evento e que alguns patrocinadores particulares já acertaram algumas atrações.

“Eles estão fazendo terrorismo com a gente, eu não acredito que Uauá vai ficar sem São João. Em 86 anos de emancipação política isso nunca aconteceu. Essa é a nossa tradição, a nossa cultura, história”, conta a aposentada Maria Eugênia.

Às vésperas do festejo que deveria começar neste sábado (15) o clima na cidade é de tristeza e de incerteza. Pela feira da cidade não se fala em outro assunto. “Queremos nosso São João. A seca é uma tristeza, mas não podemos ficar sem a festa ela traz lucro pros comerciantes e pra cidade, pro agricultor também”, reclama a feirante Maria do Socorro.

A prefeitura já recorreu da decisão na Justiça, na tentativa de manter os festejos.

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