Primeira mulher a presidir o TST, Cristina Peduzzi defende reforma trabalhista mais ampla

Peduzzi criticou reforma de Temer e gerou ira em apoiadores do ex-presidente

Foto: Giovanna Bembom/TST

Tomou posse na noite de quarta-feira (19) a primeira mulher a ser eleita para o comento do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Cristina Peduzzi, escolhida em dezembro de 2019 para o posto, já causou polêmica por declarações em favor de uma reforma trabalhista que promova atualizações na CLT em razão das novas modalidades de trabalho.

“Precarização pode haver, sem dúvida. Só que nós vivemos hoje a Quarta Revolução Industrial. Convivemos com modos de produção que eram impensáveis à época em que a CLT foi editada”, foi o que disse a nova presidenta do TST em entrevista à Folha em dezembro.

Peduzzi afirmou que a CLT precisa de novas adaptações. “Precisa de muita atualização ainda. A considerar a revolução tecnológica, a reforma foi tímida”, declarou. ” Presumo que essa nova proposição deverá tentar corrigir algumas questões que estão se identificando como inadequadas, vai se aperfeiçoar o que foi feito”, completou.

Tais declarações incomodaram alguns dos parlamentares que apoiaram a reforma promovida pelo ex-presidente Michel Temer. O Solidariedade, do deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), chegou a elaborar Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pedindo o fim do TST.

Feminismo

A ministra ainda exaltou o fato de uma mulher poder presidir o tribunal e avaliou que “se não fossem os movimentos feministas, nós estaríamos provavelmente hoje bem aquém da igualdade que nós já conquistamos pelo menos no plano formal”.

“Esses movimentos foram para romper com barreira, para mostrar ao mundo o papel da mulher. São fundamentais para nós, hoje, conquistarmos posições na sociedade e no Judiciário”, disse ainda.

Com informações da Conjur

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