Quase 52% dos domicílios pernambucanos receberam o auxílio emergencial

De acordo com mais recente PNAD Covid 19 do IBGE, dos 68 milhões de domicílios existentes no Brasil, 38,7%  foram beneficiados, em maio. (Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil)
De acordo com mais recente PNAD Covid 19 do IBGE, dos 68 milhões de domicílios existentes no Brasil, 38,7% foram beneficiados, em maio. (Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil)
De acordo com mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid 19 do IBGE, dos 68 milhões de domicílios existentes no Brasil, 38,7% (26,3 milhões) foram beneficiados, em maio, com o Auxílio Emergencial. No Norte e Nordeste, o percentual de domicílios beneficiados ultrapassou os 40%. Na região nordestina, o total foi de 54,8%.  Em Pernambuco, foram 51,8%, mesmo número de Sergipe, sendo ambos os menos beneficiados da região.
O estado mais beneficiado do Nordeste foi o Maranhão, com 61,7%. Alagoas vem em segundo lugar (57,1%), seguido de Piauí (56%), Ceará e Bahia (54,6%), Rio Grande do Norte (53,2%) e Paraíba (53,1%). Em todo o país, apenas no Maranhão e Amapá a proporção de beneficiados foi superior a 60%. Em São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, estados cujo rendimento domiciliar per capita são os mais elevados, a cobertura do programa não alcançou 30% dos domicílios.
O diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, afirmou que cerca de 76% dos R$ 23 bilhões distribuídos no mês de maio de 2020, aferidos pela pesquisa, foram direcionados para os 50% da população que estão nos estratos de renda mais baixos. Cimar revela, ainda, que a parcela da população na faixa elegível ao programa não estava recebendo o benefício, em maio, por fatores como falta da documentação requerida e/ou existência de documentos em situação irregular, dificuldades de acesso e de preenchimento do aplicativo por questões relacionadas à limitações decorrentes do analfabetismo (tradicional e funcional), dificuldade de acesso à Internet, incapacidade para resolver as pendências apontadas, ou por outros motivos, que incluem erros de processamento e de definição de regras.
BRASIL
Um total de R$ 23,5 bilhões foi repassado, principalmente, para pessoas com renda que não ultrapassava R$ 645,54. Atualmente, 21 milhões de pessoas residem em domicílios com renda de até R$ 56,62 e 72% receberam o benefício. Para esse contingente, que passou de uma renda domiciliar per capita de R$ 10,64 para R$ 238,03, o impacto do benefício foi equivalente a um “ganho” superior a 2.136%. Na segunda faixa de renda (até R$ 233,18), o alcance foi de 81,1%, contemplando 17 milhões dos 21 milhões de pessoas que residiam em lares onde pelo menos uma pessoa recebeu o Auxílio Emergencial. A conclusão da pesquisa é que no conjunto de informações mostradas pela PNAD COVID19, 85% dos recursos foram destinados a pessoas cujo rendimento domiciliar per capita era inferior a 1 salário mínimo. (Diário de Pernambuco)

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