Que tal uma Gestapo do B?

Por Jorge Serrão 

Membro do Comitê Executivo do Movimento Avança Brasil

Só idiotas ou canalhas não percebem ou constatam que o Estado brasileiro, sob regime Capimunista Rentista, é antidemocrático, autoritário, interventor e corrupto. Seus agentes executivos e repressivos, dirigentes e fiscais abusam do poder, praticam rigor ou perdão seletivo e são parceiros do Crime Organizado – associação delitiva entre criminosos e servidores públicos. Geralmente, as organizações criminosas praticam o Terrorismo – a politização da violência ilegal (privada, estatal ou uma mistura de ambas).

Não é fácil neutralizar e combater tamanho Leviatã Leviano. A organização criminosa está enraizada na estrutura estatal e, pior ainda, na formação cultural do povo brasileiro. A contaminação vai da Oligarquia até as camadas marginais (ou marginalizadas) da sociedade. O regramento abusivo e excessivo, que permite várias interpretações e não garante o efetivo cumprimento legal, serve para manter vivo o sistema do Crime Organizado – popularmente conhecido como “Mecanismo”. Ele forma e comanda as variadas “Gestapos” (apelido carinhoso para os variados aparelhos repressivos e terroristas (estatais, privados ou a mistura de ambos).

O efeito mais curioso é a chamada “inversão do efeito da pimenta”. Quando o repressor faz o negócio arder no olho dos outros, ele se diverte com a reclamação, geralmente, de uma minoria intimidada. Mas quando ocorre o contrário, a ardência atinge, fortemente, os poderosos de plantão, aí começa uma gritaria cínica, espetacular, exigindo que os aparelhos repressivos e o aparato judiciário (Polícia Judiciária, Ministério Público e Magistratura) tomem atitudes, decisões e providências imediatas para conter as apimentadas “Gestapos”.

O mais importante é que variados segmentos (da situação e da oposição) se mostram indignados com a ação criminosa ou terrorista das “Gestapos” – verdadeiras “milícias” estatais, com tentáculos políticos, econômicos e criminosos. As Gestapos agem, exatamente, por omissão ou falha do Poder Judiciário e pela militância de sua corruptela, o tal “Judasciário”. O Mecanismo não quer saber de Justiça! Não interessa… Um País injusto dá lucros mais fáceis aos organizados criminosos. Por isso, quem critica o Crime se torna, facilmente, um subversivo inimigo do Estado… Cuidado para não tomar uma facada, um tiro ou uma fubecada fatal de algum aparelho repressivo estatal que o mate do coração, depressão ou câncer…

Aguardemos para ver o que vai dar a revolta do supremo magistrado Gilmar Mendes contra o que ele chamou de “Gestapo”… Até a canhotíssima Folha de S. Paulo resolveu se preocupar com o mesmo problema… Felizmente, o assunto ganha destaque nas redes sociais da Internet e abre a oportunidade para um debate inédito e intenso sobre as mudanças estruturais que precisamos promover na modelagem estatal brasileira.

Vamos mudar logo… Antes que o Mecanismo organize a reinvenção de uma espécie de “Gestapo do B”…

Fonte: Blog Alerta Total

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