Racha na coligação: Republicanos tenta se desvincular do golpismo do PL e recorre ao TSE para não ser multado

“Não tenho nada a ver com isso”, disse Marcos Pereira, presidente do Republicanos, sobre a ação do PL questionando o resultado das eleições

www.brasil247.com - Fachada do TSE, Marcos Pereira e Valdemar Costa Neto
Fachada do TSE, Marcos Pereira e Valdemar Costa Neto (Foto: Roque de Sá/Agência Senado | Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados | Reprodução/Facebook)

O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou que irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar o bloqueio de recursos do partido decorrente de uma decisão do presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, em decorrência da ação movida pelo PL para tentar invalidar votos depositados em milhares de urnas no segundo turno das eleições, realizado em 30 de outubro. Republicanos, PL e Progressistas integram a coligação da chapa de Jair Bolsonaro (PL), candidato derrotado à reeleição.

“Não tenho nada a ver com isso, [a legenda] só está ali por uma formalidade. Eu não fui consultado se era para entrar com essa ação ou não. E, se fosse, teria dito que não. Nós não comungamos dessa opinião”, disse Pereira à CNN Brasil nesta quinta-feira (24).

“Fizeram isso sem ouvir os outros partidos”, disse o dirigente do Republicanos em referência à ação movida pelo PL, que resultou na aplicação de uma multa de R$ 22,9 milhões a todos os partidos da coligação “Pelo Bem do Brasil” por “litigância de má fé”.

Segundo Pereira, o PL tem procuração para se manifestar em nome da coligação mas que, no caso específico, os mais partidos deveriam ter sido ouvidos antes que o questionamento sobre a higidez do pleito fosse levado ao TSE.

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