Resignação

Por Carlos Maurício Mantiqueira

O grande sofrimento de minha geração foi ter que conformar-se com inúmeras injustiças e violências cometidas pelos desgovernos desde 1.985.

Não havia redes sociais e os bispos não comunistas tinham quase desaparecido e por conseguinte, nem chorar para eles nos era possível.

Para grande desespero dos “intelectuais”, de esquerda ou de direita, hoje o cidadão comum tem voz para protestar contra qualquer tipo de abuso. Acabou-se o monopólio da “verdade”, da inteligência (real ou fingida), do temor reverencial, etc.

Para nós da terceira idade, a internet foi (e é) uma faca de dois gumes. Pessoas que até então considerávamos, mostraram-se idiotas perfeitos (ou quase).

Lembrei-me do samba:”Quem é você que não sabe o que diz; meu Deus do céu que palpite infeliz…”

Um “soi disant” filósofo se acha a última bolachinha do pacote e ofende um dos homens mais extraordinários que este país viu nascer, por acaso o atual Vice Presidente da República.

“Emplacou” dois ministros. Torcemos para os mesmos tenham sucesso.

Mas daí para se considerar a “musa” inspiradora dos novos tempos, é uma distância enorme.

O Direito não socorre o que dorme.

Só está apto para entender o novo cenário, quem observar que não se trata mais de um homem, o Salvador da Pátria, mas de um processo do despertar da cidadania que doravante vigia e vigiará todos os governantes (simpáticos ou arrogantes).

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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