Rosenberg é condenado à morte pelo Tribunal de Nuremberg em 1946

Alfred Rosenberg

Em 16 de outubro de 1946, Alfred Rosenberg, o primeiro a conceber e disseminar a ideologia nazista, é condenado à morte pelo Tribunal de Nuremberg como criminoso de guerra e executado na forca.

Nascido na Estônia em 1893, Rosenberg estudou arquitetura na Universidade de Moscou. Após receber o diploma, permaneceu na Rússia durante os primeiros dias da Revolução Bolchevique e chegou a flertar brevemente com o comunismo.

Em 1919, imigrou para Munique, onde se encontrou com Dietrich Eckart, o poeta que se tornou editor do Voelkischer Beobachter, jornal propagandístico do Partido Nazista. Por intermédio de Eckart, Rosenberg mantém uma reunião com Adolf Hitler e Rudolf Hess, juntando-se ao recém formado partido. Hitler substitui Eckart por Rosenberg como editor-chefe do jornal, tão impressionado que ficara com o arquiteto “intelectual”.
Imediatamente começou a utilizar o órgão de imprensa para disseminar sua filosofia racista, que acabou sendo adotada pelo partido como sua filosofia oficial, que se fundia de modo um tanto confuso com textos de dois homens extremamente influentes no crescente racismo, antissemitismo e auto-percepção de ser superior da Alemanha e dos alemães: o inglês Houston Stewart Chamberlain e o diplomata francês conde Joseph Arthur de Gobineau. Ambos acreditavam que os arianos germânicos estavam destinados a ser os senhores da Europa.

Quando fracassou o Putsch da Cervejaria – tentativa de golpe de Hitler e do partido nazista contra o governo da Bavária, ocorrido em 9 de novembro de 1923 na cervejaria Burgerbräukeller, em Munique – e Hitler foi levado à prisão, o führer entregou as rédeas do partido a Rosenberg. Acreditava que ele se mostraria incapaz como líder politico o que, no final das contas, deixaria de ameaçar sua própria autoridade. O partido seria banido e dissolvido por decisão da justiça. O desempenho de Rosenberg se mostrou ridículo e Hitler reassumiu o controle absoluto de sua organização assim que foi libertado.

 

As incursões político-filosóficas de Rosenberg continuaram enquanto os nazistas lutavam por sua legitimidade visando o poder. A “Direção Futura da Política Externa da Alemanha” argumentava em prol da invasão e ocupação da Polônia e da União Soviética.
“O Mito do Século 20” expunha as intricadas noções da superioridade racial nórdica uma vez mais, inclusive descrevendo com nitidez quem eram os inimigos de uma Europa germano-nazista: os tártaros russos, ou seja, os eslavos; os semitas, o que incluía não somente os judeus mas também todos os grupos étnicos latinos, bem como o Cristianismo, em especial, a Igreja Católica Romana. Esse “projeto”  de um “direito natural” de conquista excitou ainda mais os preconceitos raciais e o caráter megalomaníaco de Hitler.
O papel de Rosenberg durante a guerra incluiu, a partir de suas funções no ministério do Exterior, o estreitamento de Relações com o fascista norueguês Vidkun Quisling com vistas à derrocada do governo de Oslo. Foi também responsável pela supervisão do transporte de obras artísticas roubadas da França ocupada para a Alemanha.
Nos Processos de Nuremberg que se seguiram ao fim da Segunda Guerra Mundial, Rosenberg foi considerado culpado de crime de guerra e condenado à morte por enforcamento.

Fonte: Ópera Mundi

 

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