Salim Mattar diz que sonho liberal acabou, que Paulo Guedes foi vencido e que Bolsonaro é truculento

Um dos principais patrocinadores do Instituto Liberal, o empresário Salim Mattar, que foi responsável pela secretaria de privatizações do governo de Jair Bolsonaro, revelou seu desapontamento com o atual governo

(Foto: ABr)

O empresário Salim Mattar, dono da Localiza, locadora de veículos que conta com uma série de incentivos fiscais, e que foi para o governo de Jair Bolsonaro para tentar desmontar o estado brasileiro, na secretaria de privatizações, expôs seu lamento com o fim do sonho liberal, em entrevista à jornalista Cleide Silva, publicada no jornal Estado de S. Paulo. “O ministro Guedes é resiliente, obstinado e determinado, mas não percebeu que foi vencido. Por exemplo, há quanto tempo a história da Eletrobrás está no Congresso e não consegue autorização? Tem a Casa da Moeda, que eu tentei privatizar e o Congresso disse não por considerá-la estratégica. Mas ela é uma gráfica. O pior é que daqui três ou quatro anos vamos vender as máquinas de fazer notas e moedas a quilo em ferro velho porque não vai ter mais valor. Essas pessoas que falam que é estratégico são cegas e não conseguem entender que moeda e papel moeda vão desaparecer em pouco tempo. A China, desde maio do ano passado, só paga os servidores em moeda digital, princípio que outros países vão adotar”, disse ele.

Salim Mattar também criticou a demissão de Roberto Castello Branco, o presidente entreguista da Petrobrás, que vinha privatizando a empresa aos pedaços. “Primeiro acho que faltou elegância, respeito e consideração pela forma como foi demitido. Isso demonstra uma certa truculência do governo. O histórico da Petrobrás é que os presidentes têm sido substituídos a cada dois anos. Como pode uma empresa dar certo trocando o presidente a cada dois anos? Quero lembrar que há alguns anos saiu o Pedro Parente por problemas parecidos – combustível, greve de caminhoneiro. Repare que os interesses políticos sobre as empresas continuam acentuados. Governos, por favor fechem o capital da Petrobrás e façam o que quiserem, mas respeitem as regras.”

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