Secretários de Júlio Lóssio entregam os cargos em Petrolina

Prefeitura_Municipal_-_Petrolina,_Pernambuco,_Brasil

Todos os secretários da prefeitura de Petrolina, aliados ao prefeito Júlio Lóssio (PMDB), decidiram entregar os cargos depois da ordem judicial do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinando que o peemedebista e seu vice, Guilheme Coelho (DEM) deixassem imediatamente o governo. A decisão das secretarias foi tomada ontem depois da definição de que o presidente da Câmara dos Vereadores de Petrolina, Osório Siqueira (PSB) já deve assumir temporariamente a prefeitura da cidade.

Júlio Lóssio divulgou uma carta de desabafo dizendo que não confia na justiça. “A justiça interpretou e sentenciou-me com os olhos vendados à vontade popular”, lembrando que a cidade não pode parar e as crianças precisam frequentar as escolas e casas precisam ser construídas”. A referência no texto é uma forma de justificar o motivo de sua cassação. O TRE acusou o prefeito de abuso de poder político quando regularizou a situação de 1500 famílias que ocupavam um terreno no loteamento Terras do Sul durante, em 2012 (ano eleitoral).

A cassação aconteceu em agosto deste ano, mas Júlio e Guilherme continuavam no cargo porque não havia uma ordem judicial. Júlio Lóssio ainda vai recorrer da decisão junto ao TSE. “Os Advogados vão apresentar um recurso no TRE, no Recife, e, depois de protocolado esse recurso de agravo, vão pedir uma medida cautelar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para apresentar o agravo é de três dias da publicação da decisão. Os advogados vão avaliar a decisão e pretendem apresentar o recurso na próxima segunda-feira.” (nota da assessoria jurídica de Lóssio).

O deputado federal Fernando Filho, autor do pedido de afastamento do prefeito, será o substituto de Lóssio na prefeitura, já que foi o segundo colocado nas últimas eleições quando Júlio foi reeleito com 18.294 mil votos de diferença. Apesar de se declarar pronto para assumir a prefeitura, o parlamentar vai aguardar a decisão do tribunal pois não está disposto a renunciar ao mandato atual. (Diário de Pernambuco)

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