Segundo FMI, aumento da desigualdade pode levar a economia global a nova grande depressão em breve

A economista-chefe do organismo, a búlgara Kristalina Georgieva, comparou a economia atual com a Década de 1920, que terminou com o grande colapso do mercado em 1929, e afirmou que, naquele então, uma tendência semelhante já estava em andamento, e que o mesmo se observa agora.

A diretora do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, fez um alerta neste sábado (18), sobre os riscos de que uma nova grande depressão assole a economia global em breve.

Segundo a economista búlgara, essa possível nova crise mundial seria provocada pela enorme desigualdade social que existe no mundo atualmente, e também pela instabilidade crescente no setor financeiro.

Durante seu discurso no Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington (EUA), a Georgieva comparou a economia atual com a Década de 1920, que terminou com o grande colapso do mercado em 1929, e afirmou que, naquele então, uma tendência semelhante já estava em andamento, e que o mesmo se observa agora.

“No Reino Unido, por exemplo, os 10% mais ricos controlam quase tanta riqueza quanto os 50% mais pobres da população (…) essa situação se reflete na maioria dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), onde a desigualdade de renda e riqueza atingiu ou está perto de níveis recordes”.

Na opinião de Georgieva, “de alguma forma, essa tendência preocupante lembra a primeira parte do Século XX, quando as forças gêmeas da tecnologia e da integração levaram ao início da idade de ouro, na década de 1920 e, por fim, no desastre financeiro”.

Com relação aos próximos 10 anos, a economista advertiu que novos problemas, como a emergência climática e o aumento do protecionismo comercial, provavelmente causarão distúrbios sociais e volatilidade do mercado financeiro. No contexto de disputas ainda em andamento entre os EUA e a Europa, ela declarou que “o sistema comercial mundial precisa de uma melhoria significativa”.

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