Serra usa termo cartel para criticar leilão de Libra

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O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) usou nesta quarta-feira (23) a palavra cartel para se referir à ausência de concorrentes no leilão do campo de Libra do pré-sal, comandado pelo governo federal na segunda-feira (21). De acordo com a Folha de São Paulo, ele também criticou a condução do governo na concorrência e disse que o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff (PT) em cadeia de TV e rádio teve objetivo apenas “publicitário”.

“Leilão implica concorrência. Não teve concorrência, teve um participante só”, disse. “Na verdade, o que houve aí [leilão] foi para atender um cartel que eles mesmos [governo federal] organizaram”, afirmou, a jornalistas, após discursar no 7º Congresso de Municípios do Noroeste Paulista realizado pela AMA (Associação dos Municípios da Araraquarense) até sexta-feira (25) em Olímpia (438 km de São Paulo).

Serra, que foi ministro da Saúde no governo FHC, também criticou o financiamento dos serviços de saúde feito pelo governo federal aos municípios brasileiros. Disse que desde 2002 a União reduziu sua participação de 53% para 45% nos custos com a saúde de Estados e municípios.

O tucano afirmou que ações como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) recebem apenas dinheiro do governo federal para a construção, ficando grande parte dos encargos sob responsabilidade dos municípios. Segundo ele, as UPAs são uma cópia das Assistência Médica Ambulatorial (AMAs).

Ainda segundo ele, o governo federal faz “generosidade com metade do chapéu alheio”, em referência as isenções tributárias, como de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que impactam nos cofres municipais por causa da redução no Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

 
 
 

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